Encerrou-se na última semana a 50ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realizada em Aparecida (SP) entre os dias 23 e 26 de abril. O ponto alto do encontro foi a homenagem feita pelo episcopado brasileiro aos 50 anos do início do Concílio Vaticano II. A comissão designada pela CNBB e presidida pelo Cardeal Scherer, da qual participa Dom Gil Antônio, arcebispo de Juiz de Fora, preparou uma cerimônia para a imprensa, onde se recordaram os nomes dos dez bispos brasileiros que, com outros 179 bispos do mundo inteiro que estão vivos, participaram do Concílio.
Os bispos do Brasil aprovaram uma mensagem sobre a celebração do 50º aniversário do Concílio Ecumênico Vaticano II. De acordo com a mensagem, a celebração do 50º aniversário do Concílio Ecumênico Vaticano II e a volta aos seus documentos nos levam ao discernimento sobre o que o Espírito Santo continua a dizer à Igreja e à humanidade nas circunstâncias atuais, como observou o Papa Bento XVI, logo após sua eleição como sucessor de Pedro: com o passar dos anos, os textos conciliares não perderam sua atualidade; ao contrário, seus ensinamentos revelam-se particularmente pertinentes em relação às novas situações da Igreja e da atual sociedade globalizada.
As comemorações serão realizadas no dia 11 de outubro deste ano, quando o Papa Bento XVI presidirá, em Roma, à solene abertura do Ano da Fé, para comemorar o 50º aniversário do Concílio Ecumênico Vaticano II e o 20º aniversário do Catecismo da Igreja Católica. Na mensagem divulgada em Aparecida, os bispos do Brasil afirmam que celebrações tão significativas são motivo de grande alegria para a Igreja e convite para voltarmos nosso olhar para o imenso dom deste Concílio, no qual participaram os Bispos do mundo inteiro, convocados e presididos pelo sucessor de Pedro. Mas é também ocasião para uma avaliação a respeito da aplicação das decisões conciliares e do caminho que resta ainda a ser percorrido nessa direção.
Os frutos desse Concílio manifestam-se nos mais diversos âmbitos da vida eclesial: na compreensão da Igreja como povo de Deus, corpo de Cristo e templo do Espírito Santo; na abertura aos desafios do mundo atual, partilhando suas alegrias, tristezas e esperanças; na colegialidade dos Bispos; na renovação da liturgia; no conhecimento e na acolhida da Palavra de Deus; no dinamismo missionário e ministerial das comunidades; no diálogo ecumênico e inter-religioso…
Que a celebração do 50º aniversário do Concílio Ecumênico Vaticano II e a volta aos seus documentos nos levem, dizem os bispos, ao discernimento sobre o que o Espírito Santo continua a dizer à Igreja e à humanidade nas circunstâncias atuais, como observou o Papa Bento XVI, logo após sua eleição como sucessor de Pedro.
