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Sem a sua luminosidade e competência

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Saído das urnas já temos um presidente eleito. Lula conquista o seu quarto mandato presidencial através de eleição direta, certamente um fenômeno mundial, vencendo uma disputa radicalizada pelos seus adversários que, por alguns momentos, alimentados por institutos de pesquisa, tinham certeza de que sairiam vitoriosos das urnas. Mas a batalha ainda não terminou. Lula, escolhido nas urnas pela vontade popular, ainda precisa ser confirmado pelos gabinetes do Judiciário brasileiro que, certamente será acionado para anular o segundo turno da disputa, com base na decisão de prorrogar o horário de votação, solicitada pelos dois candidatos – Lula por falta de transporte público em algumas cidades, Bolsonaro por excesso de chuvas em algumas regiões.

A judicialização da disputa é certa. Aliás, estaria certa com qualquer vencedor. Mas a batalha do fenômeno eleitoral, Lula da Silva, não termina por aí. Vencendo a batalha judicial que alguns juristas consideram certo, Lula terá que usar toda a sua habilidade política para governar com um Congresso dominado pelo radicalismo feroz, irracional mesmo, imposto como estratégia de campanha que se mostrou ineficaz. Não conseguiu manchar o passado político do petista, um homem de enorme carisma, que soube se impor a Flávio Bolsonaro, um político que se mostrou de pouca habilidade e que tinha como credencial ser filho de Jair Bolsonaro, um político golpista, e de ser ligado a grupos de miliciano.

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Bom, mas independente das dificuldades que terá pela frente, Lula precisa começar logo a formar seu governo. Precisa se cercar de velhos e novos leais amigos, como Geraldo Alckmin, seu vice; Walfrido Mares Guia, José Múcio Monteiro; Jarbas Soares (vice de Patrus), a senadora Marília Campos, deputado federal Reginaldo Lopes e de outros nomes de peso que darão sustentação ao seu governo contra uma raivosa (por conveniência) oposição.

* Paulo César de Oliveira é jornalista e diretor-geral da revista Viver Brasil.

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