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Em defesa dos animais

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Os animais são capazes de sentir prazer, dor e sofrimento. Por isso, ao interagir com eles, as pessoas deveriam ter a responsabilidade e o dever de zelar pelo seu bem-estar. Estou sempre participando das discussões dos grupos criados na cidade que defendem os direitos dos animais. São ONGs e grupos independentes de proteção que dedicam seu tempo para lutar por mais respeito, para combater os maus-tratos e o abandono e para divulgar a importância da posse consciente e da adoção. Muito mais do que evitar o aumento de cães nas ruas de nossa cidade, esses grupos, e eu me incluo neles, defendem que os animais merecem e precisam de respeito.

Em Juiz de Fora, estamos avançando para uma fase importante no que diz respeito a uma política de castração animal, um pedido antigo dos grupos. A Prefeitura, por meio do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (Demlurb) e da Subsecretaria de Vigilância em Saúde, está montando o edital de credenciamento das clínicas interessadas em participar do processo. A prioridade inicial é a castração das fêmeas e, para isso, será realizado um pré-cadastro, com a avaliação socioeconômica do local onde o cão está inserido. Estima-se que na cidade haja cerca de 69 mil cães, e que destes, 10% estejam em situação de risco (vivendo nas ruas ou em comunidades carentes). A previsão é de que, em abril deste ano, o procedimento já comece a ser feito por essas clínicas. Todo animal castrado receberá um microchip com suas identificações.

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Em muitos casos, a maioria dos animais de rua foi abandonada por seus donos ou tem donos, mas tem liberdade para perambular livremente. Esses cães desassistidos se reproduzem e geram filhotes, muitas vezes indesejáveis para o dono ou para a comunidade na qual vivem. O objetivo inicial do projeto é exatamente castrar as fêmeas desassistidas para evitar a proliferação de animais nas ruas, o que em larga escala pode se transformar em um problema de saúde pública.

Nossa cidade dá um passo importante e demonstra respeito com a atitude, pois com essa medida, menos animais estarão sujeitos à situação de vulnerabilidade e risco. Paralelamente a isso, depende também de nós, população, fazer a nossa parte e contribuir com os direitos dos animais. Vamos dizer não ao abandono e aos maus-tratos. Trabalhar para promover a guarda responsável de animais de estimação e cuidar dos animais de forma responsável é igualmente relevante para todos. Pense nisso.

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