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Campanha sem clima eleitoral

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Estamos em plena campanha eleitoral, mas distantes, longe mesmo de um clima eleitoral. A disputa ainda não mexe – nem dá sinais de que vai mobilizar muito – a população na maioria dos estados. E não deverá ser diferente a partir do dia 28, sexta-feira agora, quando começa a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão que tempos atrás era decisiva na disputa. Hoje, com as redes sociais “buzinando” na cabeça das pessoas o dia todo praticamente, não se espera audiência para os programas eleitorais. Mas como estas eleições serão definidas?

A se considerar verdadeiras as pesquisas, a disputa presidencial, em primeiro turno pelo menos, já está definida. Não há qualquer sinal, nem muito distantes, de mudanças no posicionamento dos dois primeiros colocados embora. Mas é bom destacar que, nas últimas eleições municipais em Belo Horizonte, quem liderou durante todas as pesquisas de primeiro turno saiu das urnas na terceira colocação.

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Será necessária uma guinada muito forte no comportamento do eleitor para que haja uma mudança no quadro atual. É bem verdade que há um alto índice de indecisos apontados pelas pesquisas, mas não se vê, por parte dos candidatos um discurso capaz de reverter este quadro.

As críticas que fazem aos que lideram e as propostas que apresentam, para solucionar problemas que afligem a população, não entusiasmam ninguém. Algumas, por exemplo na área da segurança, como construção de “super-presídios”, de presídios em meio a floresta amazônica, redução de maioria penal, são tão antigas quanto a inércia destes mesmos políticos.

O quadro eleitoral para as disputas dos governos estaduais, na maioria dos estados, não parece muito diferente. Aqui e ali, vê-se algum clima de disputa, mas na maioria dos estados há um “paradeiro político” que chega a irritar. E nada indica, como no caso da sucessão presidencial, que a propaganda no rádio e televisão vai mudar este quadro.

Não há, o que é muito ruim para o país, nem sinal de surgimento de novas lideranças, líderes com ideias novas, não apenas em votação por serem influencer, ex-jogador ou apresentador de rádio e televisão.

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Infelizmente, parece, caminhamos para mais uma eleição de “joões ninguém”.

* Paulo César de Oliveira é jornalista e diretor-geral da revista Viver Brasil.

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