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Educação sexual

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Diante de um mundo que frequentemente corrompe e banaliza a sexualidade, é necessário retomar a verdade de que a sexualidade humana não é algo fútil ou puramente biológico, mas é parte integrante da capacidade humana de amar. Na difusão dos errôneos e nocivos comportamentos sexuais, grande parcela de responsabilidade cabe aos pais e educadores no momento em que são coniventes com a permissividade dos costumes, ou quando que se calam devido a certo puritanismo que transforma o tema da sexualidade em algo supostamente impuro e intocável.

Certa vez, o memorável cardeal dom Eugenio Sales afirmou que certas atitudes diante do sexo estão marcadas por dois excessos, errôneos e opostos entre si: o puritanismo protecionista e a permissividade libertária. Ambos encaram o sexo de modo puramente funcional, simples fonte de prazer. O primeiro, para condená-lo e o segundo, para exaltá-lo acima de qualquer medida ou norma. Um e outro consideram o pudor sob uma visão repressiva, ora alimentado pelos mecanismos do medo na falsa mentalidade puritana, ora combatido do ponto de vista da licenciosidade. Uma concepção cristã distingue-se nitidamente destes dois lamentáveis extremos e firma a posição original segundo o plano divino. Na Bíblia, a sexualidade está ligada à imagem e semelhança do Criador como fonte de vida (Gênesis 1,28) e expressão da dimensão social do homem, chamado a constituir comunidade (Gênesis 2,18) (Artigo do cardeal dom Eugenio Sales : A visão cristã do sexo, de 10/12/2010).

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De acordo com a moral cristã, as relações sexuais somente alcançam sua legítima manifestação quando se forma um lar no casamento, completando-se, assim, o fim do instinto sexual de maneira digna e completa. A Igreja Católica defende firmemente que o ato sexual deve ocorrer exclusivamente no casamento; fora dele, é sempre um pecado grave e exclui da comunhão sacramental (Catecismo da Igreja Católica n° 2390).

O ser humano é chamado ao amor e ao dom de si na sua unidade corpóreo-espiritual. A sexualidade é, portanto, um bem. A luxúria deve ser entendida como um desejo desordenado ou um gozo desregrado do prazer venéreo. Jesus Cristo, por exemplo, condena o adultério mesmo de simples desejo libidinoso (Mateus 5,27-28). O prazer sexual é moralmente desordenado quando é buscado por si mesmo, isolado dos compromissos próprios do amor conjugal. Existe um pudor dos sentimentos, como existe o do corpo. O pudor, por exemplo, protesta contra a exploração do corpo humano em função de uma curiosidade doentia (como em certo tipo de publicidade), ou contra a solicitação de certos meios de comunicação a ir longe demais na revelação de confidências íntimas. O pudor inspira um modo de viver que permite resistir às solicitações da moda e à pressão das ideologias dominantes. Ensinar o pudor a crianças e adolescentes é despertá-los para o respeito à pessoa humana.

Por fim, lembremo-nos de que o que se costuma chamar permissividade dos costumes se apoia numa concepção errônea da liberdade humana; para se edificar, esta última tem necessidade de se deixar educar previamente pela lei moral. A alternativa é clara: ou o homem comanda as suas paixões e obtém a paz, ou se deixa subjugar por elas e se torna infeliz. Os educadores devem estar preparados para não confundir liberdade com licenciosidade.

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