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O tempo é o senhor da emoção

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Quando eu tinha 13 anos, chorei ao ver o gol de falta de Cristiano Ronaldo contra a Espanha na primeira rodada da Copa do Mundo de 2018. Não consegui entender o porquê naquele momento, mas oito anos depois, vendo Messi e Cristiano bailando sua última dança, talvez tenha encontrado a resposta: no fundo, eu sabia que o tempo ia passar. E passou.

A Copa do Mundo da América do Norte é o encontro do passado, presente e futuro. Essa frase é clichê, eu sei. Mas, às vezes, o clichê é uma excelente síntese do que se sente. Ver Lionel Messi se tornar o maior artilheiro da história das Copas e ser perseguido gol a gol pelo francês Mbappé — que eu vi despertar como um menino prodígio —, me faz sentir velho.

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Basta olhar para Cristiano Ronaldo. Aos 41 anos, se emociona como um garoto ao fazer um gol contra o Uzbequistão. Talvez seja um recado para o mundo: eu ainda estou aqui. Mas perdoem-me, fãs do robô, hoje quero falar de Lionel.

Se Messi disputou o protagonismo do futebol por anos com o Cristiano, no final da carreira, o argentino viu um novo rival despontar. É certo — pelo menos tudo indica — que o Mbappé em algum momento vai se tornar o maior artilheiro da história das Copas, mas aproveitemos o presente para apreciar a rivalidade entre o francês e o argentino, que se intensificou em 2022.

É engraçado pensar que, em 2014, quando a Argentina viu o sonho do Mundial cair por terra no Maracanã, o postulante a roubar o trono dividido por décadas entre Messi e Cristiano estudava para passar nas provas bimestrais.

Hoje, posso afirmar categoricamente que nunca haverá um atleta que mais me encante do que o maior artilheiro da história dos Mundiais, mas, muito provavelmente, algum menino sonhador também afirmou isso ao ver Pelé encantar o mundo em 70 ou Maradona em 86. A graça do futebol é essa. O tempo sempre nos mostra que o show continua; o que muda são os personagens.

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