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Quando surge o problema

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Surge comumente na vida de todos nós um momento especial, aquele instante de reconsideração dos fatos passados, das reflexões sobre os próprios erros. Este é um momento de grande prudência, pois o passado é forte, e, não havendo equilíbrio ao longo do exercício de memória, corremos o risco de um profundo mergulho no lodaçal do arrependimento, e a bússola desgovernada das emoções nos levará à tristeza profunda ou, quem sabe, à depressão. Podemos também, desgovernados entre os dois tempos, o ontem e o hoje, encher-nos de revoltas e desencantos e nos questionarmos sem fim: para que trabalhei tanto? Esforcei-me o quanto pude? Não tenho dúvida, sou mesmo um fracasso!

Quando algum erro aparece em nosso círculo emocional, devemos cuidar com mais prudência na condução de nossos pensamentos, seguindo com mais cautela, de um lado, não nos entregando às queixas continuadas e, por outro, não nos atirando na pronta resolução. Para tanto, devemos estabelecer uma pequena pausa para a revisão de nossos atos, analisando quais estão de modo íntimo ligados às razões de nossa dor.

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Aceitarmo-nos tais como somos não é conformismo, e sim um passo importante para a serenidade emocional. Mas não é fácil reconhecer-se fraco, orgulhoso, rebelde, reincidente e assim por diante. Mais simples é apontar o próximo como o responsável pelo desacerto sofrido. Pode ser, mas não soluciona a polêmica perturbadora. Mais inteligente na busca da solução é nos observarmos diante do espelho de nossa consciência e avaliar nossas faltas e os pontos emocionais nos quais somos mais vulneráveis. E como fazê-lo sem desculpas ou nenhuma tentativa de evasão? Lembremo-nos dos ensinos do Cristo: faça ao próximo aquilo que gostaria que fosse feito a você. Pronto, aí está o parâmetro. Se não é bom para mim, não será para ele. Na simplicidade profunda de Jesus, encontramos a essência da felicidade pessoal, no que tange ao equilíbrio, à serenidade e à paz de espírito. Estando pessoalmente feliz, o contágio construtivo em todo o ambiente ao derredor se fará de maneira espontânea, sem que percebamos quanto de nossa felicidade pode contribuir mundo afora.

Remoer nossos erros não sanará o mal que nos aflige. Expulsando de nosso espírito todas as lembranças tristes, as trevas da angústia desaparecerão. Mas nada disso nos será possível enquanto nos detivermos no materialismo ou nas mitologias das religiões.

Alegria é a saúde do espírito que se reflete diretamente no corpo físico, e o otimismo é a certeza ensinada pela fé, este sentimento através do qual aprendemos que ainda somos crianças espirituais na caminhada de progresso. Por nossa infantilidade no passado remoto, escolhemos Barrabás, e o filho querido de Deus, pregado ao madeiro infamante, rogou: Pai, perdoa, eles não sabem o que fazem. Passados milênios, o Cristo ainda aguarda e nos aconchega ao íntimo de seu coração, nos dizendo: Siga-me, eu sou a luz do mundo.

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