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Quem ganha?

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Mês histórico para nós, consumidores! A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tomou a decisão de suspender a venda, desde ontem, de novas linhas de três das maiores operadoras de telefonia móvel do país: TIM, Oi e Claro, que, somadas, detêm 70% do mercado. A agência determinou tal medida após avaliar dados das três empresas pelos últimos meses, o que demonstrou que um dos mais recorrentes problemas são as chamadas interrompidas no meio da ligação. Logicamente, a medida da Anatel fez as ações despencarem na Bolsa de Valores.

A medida já havia sido adotada contra a Telefônica no passado, mas esta é a primeira vez que a agência suspende as vendas de três operadoras de uma só vez. A nossa torcida é que essa decisão da Anatel sirva, não somente para que as operadoras suem a camisa em entregar um serviço à altura do que pagamos, mas também que seja um momento de reflexão. Todos nós, sem exceção, passamos por algum tipo de aborrecimento na condição de consumidor, seja no banco, na cafeteria, na padaria, no aeroporto, no cartório, na lavanderia etc. Legalmente falando, o consumidor pode ter inúmeros direitos e munições para se proteger, no entanto, no frigir dos ovos, a corda sempre pende para o lado mais fraco, mas hoje nós vencemos. O momento é histórico, é de celebração!

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O editor da aclamada revista americana Wired, Chris Anderson, criador do brilhante conceito da cauda longa, escreveu, anos atrás, o livro intitulado Free, que trata da evolução nos modelos de negócios e geração de receita na era digital, e fala que, no futuro próximo, tudo tende a custo zero para o consumidor, e é bem isso que estamos observando acontecer. Em inúmeros locais que frequentamos, já encontramos sinal de internet wi-fi. Assim, precisamos cada vez menos dos caríssimos e lentos pacotes de dados das operadoras para navegar.

Hoje eu tenho, por exemplo, aplicativos no meu iPhone como Viber, Skype ou Whatsapp, que permitem que eu fale com meus amigos simplesmente de graça, tudo por meio da internet. As operadoras, que não são bobas, já perceberam essa tendência em favor do consumidor e passaram a investir em outros nichos, como telefonia fixa e canais de TV por assinatura. Quer conhecer mais esse conceito do custo zero? Logicamente, o livro Free do lúcido Chris Anderson está disponível gratuitamente na web. Baixe e leia!

A promessa é de que, na Copa das Confederações, no ano que vem, já tenhamos a internet 4G disponível nas cidades que receberão jogos. Ora, eles precisam primeiro fazer a lição de casa: fazer funcionar muito bem o 3G para depois pensar em avanços tecnológicos. Que essa pertinente e acertada decisão da Anatel sirva de alerta para empresas de outros segmentos, como bancos, TVs por assinatura, planos de saúde etc. Pensem duas vezes antes de não entregar o que prometem.

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