Ícone do site Tribuna de Minas

A nova Câmara Municipal

PUBLICIDADE

Uma reportagem publicada na Tribuna (10/02) revela a boa participação dos vereadores novatos na Câmara de Juiz de Fora em tão pouco tempo de mandato, posicionando-se até mesmo em questões consideradas mais polêmicas. Tal postura não significa ser oposição, ser do contra. Particularmente, o que desejo desde o primeiro dia em que ocupei uma cadeira no Legislativo é ser coerente com o que, durante a campanha eleitoral, assumi como compromisso com os meus eleitores.

Nessa premissa veio a posição contrária ao recebimento das verbas extras, fato que gerou uma intensa mobilização social, midiática e a aprovação de um pertinente projeto de lei para extinguir tais benefícios. Agora, novamente com o propósito de ser coerente com a população e, de forma especial, com meu Partido Verde (PV), subi à tribuna para apresentar meu posicionamento contrário à construção de uma nova estrutura física para abrigar a Câmara Municipal de Juiz de Fora.

PUBLICIDADE

A proposta, orçada atualmente em cerca de R$15 milhões e com previsão de conclusão em quatro anos (com aditivos, certamente), impõe ao tesouro municipal um gasto exorbitante. Em termos de comparação, o valor equivale a quase metade da dívida deixada pela Administração anterior – de aproximadamente R$ 34 milhões – que, segundo o secretário da Fazenda, Fúlvio Albertoni, vai exigir muita habilidade para ser liquidada em quatro anos.

Por outro lado, é sabido que já estão em negociações avançadas entre a Prefeitura e o Poder Judiciário a cessão de um terreno para a construção do novo Fórum Benjamin Colucci, no atual Terreirão do Samba. Por que não negociarmos com o Estado para transformar o Fórum na nova sede da Câmara Municipal?

Ganhamos em economia, em tempo e em mais uma infinidade de quesitos. Além da localização central, no coração da cidade, o prédio é de construção recente, fácil adaptação e possui espaço suficiente para receber os trabalhos da Câmara. Uma reforma para torná-lo totalmente adequado ao funcionamento do Legislativo teria um custo ínfimo em relação a uma nova construção – um montante estimado em menos de 10% do valor proposto para a criação de um novo prédio.

Isso é sustentabilidade. Isso é coerência. Não estamos em época de criação de novos palácios. Quando acabamos com os penduricalhos, iniciamos a verdadeira consolidação de uma nova Câmara Municipal. Agora, precisamos dar andamento a essa construção, trilhando um caminho que motive e orgulhe nossa política e nossos eleitores.

PUBLICIDADE
Sair da versão mobile