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Dia do Rio

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Os recursos hídricos constituem um bem natural de valor ecológico, social, econômico e cultural, cuja utilização deve ser orientada pelos princípios do desenvolvimento sustentável. As nossas mãos podem destruir a natureza ou torná-la cada vez mais saudável, produtiva e protegida. No passado histórico, na área de nossa bacia hidrográfica, principalmente em função da cultura cafeeira, constituiu-se uma das áreas de Minas Gerais onde as “nossas mãos” mais destruíram os ecossistemas nativos existentes, inclusive os recursos hídricos.

No dia 24 de comemora-se o Dia do Rio, objetivando conscientizar e sensibilizar os governantes, empresários e a sociedade em geral sobre nossos cursos de água – rios, córregos, ribeirões, igarapés etc.

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A quase totalidade das civilizações e das cidades foram construídas às margens dos rios, aproveitando de suas águas para as mais diversas atividades, entre outras, abastecimento humano, dessedentação de animais, saneamento básico, pesca, irrigação, navegação, geração de energia, lazer. Estabeleceu-se em todo o mundo uma cultura de se jogar nas águas servidas que elas não sentiriam os impactos de tal ato. Após a década de 1950 houve um intenso processo de urbanização, inclusive nos países subdesenvolvidos, e as cidades cresceram de forma desordenada e a quantidade de esgoto também.

Com as Mudanças Climáticas, a vazão dos rios pelo mundo afora, inclusive no Brasil, não são mais suficientes para depurar a sujeira neles lançadas. Em vez de rios o que se detecta são verdadeiros esgotos a céu aberto, sem tratamento, com fluxo de águas escuras e fétidas, com pouca ou nenhuma diversidade de vida.

Outro sério problema: com a impermeabilização das ruas nas cidades a água da chuva não penetra no solo e escorre rapidamente para os sistemas de drenagem ou diretamente para os rios, aumentando as erosões e assoreamento, provocando, muitas das vezes, enchentes catastróficas, trazendo grande prejuízo material e dizimando vidas humanas.

Os resíduos sólidos também constituem numa praga que assola o ambiente hidrográfico das cidades – falta de consciência da população ou pela inépcia do poder público.  Os rios tornam-se numa “grande lata de lixo”, com resíduos de todas as espécies: embalagens de plástico, garrafas PET, papéis de todas as espécies, objetos de metal, roupas, pneus, sofás e até carcaças de veículos !

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Na data em que se comemora o Dia do Rio, não nos esqueçamos do que aconteceu no dia 5 de novembro de 2015, nas águas do Rio Doce – o maior desastre ambiental do Brasil, com vazamento de rejeitos minerais, quando rompeu a Barragem de Fundão, em Mariana (MG). Já no dia 25 de janeiro de 2019 houve o crime ambiental de Brumadinho, que além dos impactos socioambientais na bacia do Rio Paraopeba, desgraçadamente foram dizimadas 272 vidas!

Que o Dia do Rio seja um momento de reflexão e de tomada de consciência da importância da preservação, proteção e, principalmente, da recuperação de nossos cursos d’água. O Rio Paraibuna, que corta Juiz de Fora, é exemplo cabal de tudo isso que aqui estamos afirmando!

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Esperamos que o mesmo não aconteça com os rios Cágado, Peixe e Preto, que têm suas sub-bacias inseridas no território de nossa bacia hidrográfica e que ainda contam com água de melhor qualidade.

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