Dignidade, amor próprio, senso e princípio ético, decoro, respeito são valores inegociáveis. Direitos básicos, como saúde, educação e segurança, são direitos inegociáveis. O cidadão brasileiro, de tudo que produz e ganha para sua subsistência, contribui com quase 50% a título de taxas e impostos, para que, minimamente, os governos (instituições constituídas para bem gerir bens e serviços públicos) executem e constituam serviços mínimos essenciais para a organização da vida digna de uma sociedade.
O povo brasileiro custeia a preço de suor e sangue um dos sistemas governamentais mais caros do planeta, constituído por grupos que o desrespeita e o desprovê de seus direitos mínimos.Os políticos brasileiros, uma minoria de indivíduos que prospera às expensas do erário público, utilizam o poder traficando influência, administrando e legislando em causa própria, negociando e praticando atos em benefício de seus grupos e apaniguados ou no interesse deste ou daquele setor empresarial, inclusive estrangeiro, como o caso dos transgênicos e a Monsanto (defenderam o produto e criaram a lei para beneficiar este setor empresarial). Para tudo se utilizam do termo negociar, porque tudo neste sistema gera recursos para fins próprios, para seus partidos políticos e os eternizam no poder às expensas de apoio financeiro e caixas dois provenientes de favores e superfaturamentos de bens e serviço.
Negociar o quê? Não há líderes nestes movimentos, neste país, no globo terrestre e muito menos em qualquer galáxia que possa negociar, porque não há moeda de troca. Há o povo de saco cheio nas ruas, há os indignados, os oportunistas e infiltrados (paus mandados do próprio sistema) e aqueles que não têm mais paciência para tolerar a chacota, o desrespeito, o descaso para com o povo brasileiro. O povo brasileiro ainda aguarda solução, se é que há!
