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O exemplo do menino

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Fiquei emocionado e triste ao assistir à reportagem do Globo Esporte no domingo, dia 30 de outubro de 2011, que apresentou um jogo de futebol da rapaziada na fronteira do Líbano com Israel. Especialmente quando apareceu aquele menino de 5 anos que corria desesperadamente atrás da bola. No momento em que conseguiu pegar a bola, agarrou-a e não quis soltá-la. No fim do jogo, o comandante das forças brasileiras de paz da ONU, que promoveu a partida, fez questão de premiar o menino com uma bola assinada por um famoso jogador brasileiro; ao perguntá-lo se iria continuar jogando o seu futebol, a resposta foi positiva, na condição de parar com a guerra que atrapalha o seu divertimento de jogar.

O exemplo desse menino vítima inocente deve ser levado ao conhecimento dos responsáveis e líderes envolvidos nas seis guerras inúteis desde 1948, da parte dos líderes israelenses e árabes, para se chegar a algum acordo justo que beneficie as partes envolvidas e predomine o bom-senso para prevalecer o desejo do menino de 5 anos, sabendo que a guerra só pode trazer destruição e desgraça para ambas as partes. Nessa briga que dura mais de 60 anos, os responsáveis devem se conscientizar de que estão sacrificando milhares de vidas pelo endurecimento das suas posições egoísta e ignorante. Mesmo Israel tendo a superioridade militar, terá que entender que depois de cada subida (cedo ou tarde) vem a descida, e esta deverá ser galopante. Também os árabes terão que reconhecer que Israel é uma realidade, e devem ceder para garantir a segurança desse país minúsculo dentro do Mundo Árabe.

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Todos esses dirigentes terão que aprender a viver em paz. Devem encerrar esses conflitos regionais, pregando a reconciliação em um acordo justo, duradouro e sem provocações para alcançar a paz definitiva, apesar de que ainda existem muitas pedras a remover.

Dialogando com muita moderação, serenidade e seriedade, acredito ainda numa verdadeira paz, e que todas as partes envolvidas aprenderão com esse menino que a paz pode ser real. Que deva existir uma boa vontade de enterrar definitivamente esses conflitos lamentáveis e devolver a esse menino a felicidade e a alegria de jogar o seu futebol tranquilo.

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