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Os primeiros passos de Bruno

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Os primeiros passos de Bruno prefeito são bastante animadores. Não somente pela jovialidade e competência da equipe de transição – conheço todos -, mas animadores, sobretudo, pelo foco que já se pode observar. Os compromissos políticos assumidos devem ser honrados. Mas quem se propôs a ajudar na campanha mais ajuda terá que dar na administração, caso participe, de forma a atender os interesses coletivos, e não os próprios. A função social de uma administração pública deve ficar com os programas, não com os cargos.

Uma administração pública, em qualquer nível, é um campo de interesses diversos. Sendo assim, deve representar também a sociedade organizada e até a não tão organizada. Em Juiz de Fora, não temos ainda uma cultura consolidada de representação dessas entidades em nível de primeiro escalão. Na verdade, o que se viu ao longo dessas últimas gestões foi o distanciamento.

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Nesse mesmo espaço aqui, tenho defendido o que chamei de Consolidação da Legislação Urbana Básica de Juiz de Fora, defasada há mais de 25 anos, cheia de conflitos e desapropriada. Esse processo de revisão englobaria o que se chama de Código de Obras, Lei de Parcelamento do Solo e Código Ambiental, só para citar três dos instrumentos mais importantes do ponto de vista de Planejamento Urbano.

Não precisa ir muito longe para saber que nós, Juiz de Fora e região, estamos ficando para trás. Para se ter um ideia disto, como exemplo, somente a indústria Têxtil Ferreira Guimarães (depois renomeada) chegou a ter 2.800 funcionários na década de 70, o que equivaleu a um número de empregos de cerca de 1% dos habitantes ou cerca de 3% da força de trabalho de todo o município na época. Dizem agora: são os chineses, são novos tempos…

Necessária se faz também uma revisão da chamada Reforma Administrativa, instituída na década passada para modernizar a gestão pública em Juiz de Fora, mas que de fato nunca funcionou a contento. Experiências na Europa são boas referências nesse sentido. Algumas práticas de melhoria de gestão pública estão em curso pelo mundo, seja através de organismos como o PMI – Project Management Institute – ou pela metodologia Prince2, que trabalham com gerenciamento de projetos ou programas/portfólios.

Há quatro anos, escrevi nesse mesmo espaço que a sorte era necessária para a nova administração municipal, dadas as condições encontradas e também as trazidas. Sorte e muita… Acertei?

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Os tempos são outros e requerem voto de confiança… Contudo, não se percebe claramente a situação financeira do município e do Estado de Minas. As projeções não são animadoras. Mas as mudanças nascem dos primeiros passos…

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