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A árvore na Proteção Civil

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Desde o ensino básico, somos doutrinados sobre a importância da árvore na natureza, e devemos preservá-la…

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Exceto aquela árvore com raízes salientes no passeio que queremos cortar, porque nos faz tropeçar.

Exceto aquela árvore no quintal, que cresceu mais do que pensávamos, e, hoje, para preservar nossa família e nossa moradia, desejamos para ela a fúria mortal da motosserra.

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Exceto aquela árvore no quintal do vizinho, que, ao liberar suas folhas, entope nossas calhas e sujam nossas casas, e a condenamos ao corte implacável do machado.

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Nos tempos atuais, de diversas catástrofes naturais ocorrendo de Norte a Sul do país, qual é o papel deste complexo indivíduo celular neste contexto?

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As árvores promovem bem mais do que a purificação do ar. Nas encostas, através de suas raízes, protegem de erosões e escorregamentos de solo. Absorvem e retêm as águas de chuvas evitando inundações. Com suas frondosas copas reduzem a insolação, permitindo uma sensação de conforto térmico. No contexto urbano, aliviam a aparência grisalha e artificial das nossas árvores de concreto armado que chamamos de prédios. Quem nunca admirou um ipê amarelo florido?

Sendo assim, as árvores não realizam a Defesa Civil, porque não estamos sendo atacados pela natureza. As árvores promovem nossa Proteção Civil e do ambiente que vivemos.

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A partir daí, nos nossos passeios, deixaremos um espaço próximo às árvores sem cimentar, para que as raízes não cresçam exageradamente em busca da escassa água. Nos nossos quintais, pensaremos na poda como medida eficaz, para conservarmos este indivíduo arbóreo.

E na árvore do vizinho? Deixaremos como está, afinal produzimos muito mais resíduos do que meras folhas. Estamos fazendo nossa parte. E você?

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