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As condições do Serrinha

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Ah, que pobreza! Foi a exclamação de uma passageira que chegava de São Paulo pela Trip Linhas Aéreas quando teve que pegar sua mala na sala do Aeroporto da Serrinha, onde é distribuída toda bagagem de quem chega a Juiz de Fora via aérea. A exclamação faz sentido para quem conhece outros aeroportos de bom nível. Uma divisória entre o carrinho que traz as bagagens de quem chega e o público que irá retirá-las é o que existe ali.

O problema da falta de condições não se limita à sala de entrega de bagagens. Ali, não existe uma esteira apropriada igual às existentes em outros aeroportos. O único aeroporto de Juiz de Fora, apesar das ameaças e advertências da Anac, ainda não possui nem os indispensáveis aparelhos de orientação aos pilotos quando a aeronave tem que fazer pouso em JF com más condições atmosféricas, com a orientação do chamado voo cego por instrumentos. Em caso de tempo nublado e com chuvas, fica extremamente perigoso pousar ali, mesmo usando aeronaves menores só com o pouso visual. Além disso, apesar da exigência da Anac, o referido aeroporto ainda não importou e colocou um moderno caminhão de combate a incêndios, por exemplo, igual aos existentes nos aeroportos de Montes Claros e no Regional da Zona da Mata. É claro que os aeroportos localizados nas capitais ou cidades maiores que tiveram autorização para pousos e decolagens já possuem esses mínimos aparatos de segurança.

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A Tribuna noticiou, dias atrás, a suspensão dos voos da Trip de JF para o Rio de Janeiro, e amplo noticiário no jornal Hoje em dia, do dia 10 de novembro, denunciou a destruição de uma cerca delimitando a área do terminal que, além do lixo acumulado nas imediações, favorece a entrada de animais na pista ou até urubus que poderão comprometer a segurança do local. Diante destes fatos, a alternativa seria as aeronaves utilizarem o aeroporto internacional Itamar Franco, em Goianá.

Por ser uma cidade de porte médio, Juiz de Fora também merece maiores e melhores condições das estações de embarque ou desembarque de passageiros. Sem que essas despesas de investimento sejam feitas, fica muito difícil querer desenvolver o turismo quando a cidade não possui, no mínimo, um aeroporto adequado para receber os turistas. A rede hoteleira é de excelente nível, mas, sem outros fatores, seria como querer construir uma casa sem os alicerces, e quando os que existem são inapropriados ou perigosos. Temos que chamar a atenção do novo prefeito de Juiz de Fora para esses fatos. Do contrário, é de certa forma inútil falar em desenvolver o turismo sem criar as condições para praticá-lo.

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