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Violência em Benfica

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O problema da violência e da insegurança em Benfica não se restringe somente à Praça Jeremias Garcia. É claro que lá a situação já passou dos limites, e não é a primeira vez que o jornal noticia o problema. Acontece que não adianta mostrar estatísticas. A Polícia Militar tem que andar pelas ruas, observar, conversar com os moradores, abordar pessoas suspeitas. É importante lembrar, também, que o bairro não se limita apenas à praça. Deveria haver um policiamento mais efetivo nas ruas Tomé de Souza e Marília, pois são ruas com um trânsito grande de pessoas e que têm sido ponto de assaltos, de abordagem de moradores por pessoas de índole muito duvidosa e de desocupados em atitudes suspeitas. Já cansamos de ver mulheres sendo assaltadas à luz do dia na rua Tomé de Souza e casas sendo arrombadas.

Também é muito comum carros estacionados em portas de garagem. As viaturas passam e não fazem nada. À noite, a rua Tomé de Souza é muito escura e deserta e, pelo menos no horário de 22h30 às 23h30, em que os estudantes estão retornado às suas casas, deveria haver maior circulação de viaturas. Já vi pessoas sendo intimidadas por usuários de drogas em plena luz do dia.

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Temos medo da bandidagem, porque estamos carentes de proteção e temos medo de denunciar. Benfica está se tornando uma verdadeira terra de ninguém, e é preciso uma atitude mais efetiva e realmente verdadeira dos políticos, que só lembram de vir aqui dar tapinhas nas costas do povo no período eleitoral, o que é, a meu ver, muita hipocrisia.

Cobro, também, mais ação da associação de moradores do bairro, que precisa mostrar a que veio, mobilizar os moradores, ocupar os púlpitos das igrejas e a tribuna da Câmara Municipal para cobrar ações efetivas para que, não só a praça, mas as demais ruas também sejam realmente protegidas. E espero que a base territorial da PM, que está sendo finalizada, cumpra o seu objetivo efetivamente e não se transforme, com o passar dos anos, em um local abandonado como tantos postos espalhados pela cidade.

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