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Alusivo ao Dia dos Professores

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Aos 14 de outubro do ano de 1963, firmava-se, por meio do Decreto Federal 52.682, o feriado do mestre no dia 15 do mesmo mês. O referido decreto encerra em si próprio a essência e dinâmica dessa data: Para comemorar condignamente o Dia do Professor, os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a figura do mestre na sociedade moderna, fazendo participar os alunos e as famílias.

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A inclusão dessa data no rol das comemorações nacionais institucionalizou o respeito e a admiração que sempre se nutriu pela figura do educador. A manifestação muda e individual do sentimento de apreço pelo mestre tornara-se o grito de um povo que conclamava o professor como profissional indispensável para o desenvolvimento de um país. Ao prescrever as diretrizes de organização da comunidade escolar no que tange à promoção de solenidades aos mestres, o supracitado documento coloca o culto ao professor como o amálgama da relação família-escola. À medida que se consolidam a confiança e o respeito aos lentes por parte da comunidade, a escola vai se delineando como extensão do lar.

Em sua eterna tentativa de escrever uma nova história, com eventos e dias melhores, prossegue o professor. As adversidades, muitas vezes, exasperam-no na sua direção. Diante das dificuldades, poderão contar apenas com seus livros, jalecos, provas amedrontadoras e caixinhas de giz? Não! A nação brasileira devota, deposita as esperanças de ventura nessa mesma pasta onde vão as provas. Tomai esses sentimentos e levai-os no coração, pois assim, formando um só coro com todos os brasileiros, serão sempre lumes fulgentes frente a qualquer escuridão, uma vez que acreditamos piamente ter a educação o poder de mudar e aprimorar toda e qualquer realidade.

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No solilóquio mental do quadro negro, veem os dignos mestres a tempestade de juventude que todos os anos se precipita naquelas cadeiras, mas contemplam talvez no negror silente do quadro a eloquente visão que lhes é exclusiva: a lousa se transforma num espelho, que reflete aquelas imagens para as quais dão as costas momentaneamente. O que veem: o futuro da nação. E o que separa essas duas realidades é o que as une, tão somente o professor. Ao mestre, com carinho… As alegres esperanças da juventude brasileira, eis o seu regozijo eterno. As alegres esperanças da juventude brasileira, eis a sua eterna missão.

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Concito-vos a prosseguirdes fiéis e vigilantes na missão e parabenizo-vos pela pertinácia demonstrada até agora. Que Deus abençoe sempre os professores, pilares da soberania e virtude de nossa pátria e das nações de todo o orbe.

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