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Visão de um estadista

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Depois das comemorações das festas de fim de ano, o povo sofre com as enchentes devido às chuvas. Em Juiz de Fora, a situação é diferente, porque homens públicos competentes, como os prefeitos Adhemar Resende de Andrade, Itamar Franco, Agostinho Pestana, Saulo Moreira, Mello Reis e Tarcísio Delgado, aliados a engenheiros juiz-foranos do Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS), como Arildes Faria, Rubens Coelho, Ruffino Furtado de Mendonça, Lélio Rodrigues Lima, Jorge Staico, Waltencyr Giovannetti, dentre outros, projetaram e construíram as avenidas Brasil e Presidente Itamar Franco (Independência) e a Barragem de Chapéu D’Uvas, que, pelas suas características, vieram somar e evitar os problemas causados pelas chuvas.

A barragem impressiona pela beleza e pela grandiosidade. Situada a 36 km de Juiz de Fora, possui um espelho d’água de 12 km² e 126 milhões de m³ de capacidade de armazenamento (12 vezes maior que a Barragem de João Penido), e é a garantia de abastecimento de água para a cidade nas próximas décadas. Ela evita as possibilidades de enchentes, porque controla a vazão do Rio Paraibuna. O reservatório retém 60% das águas da chuva na bacia do Rio.

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No ano passado, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) aprovou financiamento no valor de R$ 6 milhões, com recursos do Novo Somma, para a Cesama investir em obras de abastecimento de água. O financiamento foi intermediado por nós, junto ao diretor executivo do BDMG, Bernardo Tavares de Almeida. As obras estão em fase de conclusão e vão otimizar o sistema de macrodistribuição de água da cidade, sendo fundamental no planejamento de Juiz de Fora e beneficiando diversos bairros, com a garantia de água para o futuro.

Relembrando, nos anos de 1906 e 1940, as enchentes tomaram conta das partes mais baixas de Juiz de Fora, atingindo as regiões de Costa Carvalho, Largo do Riachuelo, Mariano Procópio, avenidas Getúlio Vargas, Rio Branco, Francisco Bernardino e praças João Penido e Antônio Carlos.

A construção da Barragem evita o que aconteceu no passado. Essa obra custaria hoje mais de R$ 200 milhões. Obras como Chapéu D’Uvas marcam a postura de um estadista, que foi Itamar Franco. Juiz de Fora pode-se orgulhar desses homens públicos, voltados para o bem comum.

Em contato com autoridades do Governo estadual, solicitamos ações que vieram minimizar o sofrimento das famílias das cidades da Zona da Mata, onde a chuva interrompeu as festividades do fim do ano, trazendo tragédia e desespero.

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