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Um Só Senhor

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Inúmeras citações dos Evangelistas nos apontam para as lições de Jesus quanto à necessidade de sermos fiéis a Um só senhor. Passados os primeiros tempos da divina sementeira, depois dos apóstolos e dos mártires, grande parte ou mais precisamente a maioria dos cristãos tem se empenhado na crença e divulgação de sentimentos controversos, senão contraditórios em relação às mensagens e exemplos de Jesus de Nazaré.

As religiões, que nasceram no rolar dos tempos, construíram intricados processos ritualísticos, cátedras, teologias, fraternidades e verdadeiras castas de poder, cometendo atrocidades de todas as ordens, em nome D`aquele que vivenciou e deixou-se matar, exemplificando a justiça, o amor e o perdão incondicional. E as religiões tradicionais transformaram-se em um emaranhado de pensamentos que lhes garantam o poder material.

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Ser religioso não consiste em ser fanático e, sim, aquele que acredita em uma força superior e a esta força dedica-se a cumprir seus princípios. Quando Jesus afirma que seu reino não é deste mundo, estabeleceu um vigoroso parâmetro entre os dois mundos, o dos homens e o Dele. Então não há como servir ao Cristo e ao materialismo. Aquele que busca mesclar maneiras mirabolantes para conjugar os dois mundos e deles desfrutar suas benesses, certamente, tornar-se-á mais um falso profeta, contribuindo para que o Reino de Deus esteja cada vez mais distante do planeta Terra.

Os vícios dos homens e os deveres com o Cristo não podem se aliar na marcha diária, porque o homem viciado sempre pretende primeiro seu bem pessoal e dos seus; enquanto Jesus aponta para o amor ao próximo, através da caridade sem fronteiras e incondicional.
O Cristianismo em essência, sem a mística das religiões, ensina que Jesus é a linha central de todas as nossas cogitações. Se pretendemos a paz do mundo, obrigatório nos é cultivar a paz em nós e ao redor de nós, assim por diante.

Para sermos verdadeiramente cristãos, precisamos atender aos deveres mais sublimes com sincera humildade, não precisamos fugir do mundo nas fictícias clausuras, muito menos escapar das responsabilidades, que nos cercam. É preciso cristianizar nossos pensamentos e ações. Onde estivermos, respeitemos tudo aquilo que não nos pertence, não podemos mais, aquilo que não nos diz respeito.
O verdadeiro cristão deve, através da fé raciocinada, viver a vida compreendendo seu caráter transitório, ciente da eternidade do Espírito, trazendo para o mundo cotidiano os ensinos de Jesus de Nazaré, como centro de nossa vida, oferecendo aos nossos semelhantes as benesses que formos capazes de praticar. Assim, estaremos seguramente servindo a um só Senhor, que disse “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai, senão por mim”.

*Iriê Salomão Campos – Comunidade Espírita “A Casa do Caminho”

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