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Marcha patriótica

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A marcha contra a corrupção, que aconteceu em Brasília e na maioria das principais cidades brasileiras neste último 12 de outubro, demonstrou que o Brasil – movido por um justificado sentimento de indignação, revolta e nojo – atingiu a sua maioridade política plena ao resolver despertar do sono esplêndido em que estava imerso há décadas e ir à luta!

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De forma civilizada e, portanto, ordeira, foi às ruas para protestar contra o comportamento prático e desonesto da esmagadora maioria dos políticos eleitos e contra a impunidade! Cantando a uma só voz, homens e mulheres de todas as idades, numa demonstração comovente de amor à pátria, disseram para todos os bandidos – de terno, gravata e colarinho branco – que o Brasil tem jeito, sim! Que a solução está nas mãos e na consciência de cada um de nós e que, portanto, só depende de nós!

Vale dizer: depende de como e em quem começarmos a votar nas eleições municipais de 2012 e seguintes! Foi como se dissessem a cada um de nós brasileiros, indistintamente, que de nada adianta votarmos em um candidato só porque ele é nosso amigo pessoal, parente próximo ou prestou-nos alguma ajuda doando-nos, por exemplo, uma cesta básica de alimentos, dentadura, sacos de cimento, areia, promessas de emprego, dinheiro vivo etc.! Até porque o importante, necessário e imprescindível é termos a certeza prévia de que o candidato e/ou candidata – em quem estivermos desejosos de votar – seja uma pessoa de bom caráter. Que tenha, portanto, uma história de vida limpa, digna e honrada!

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Essa marcha – que realça o grande poder de mobilização das redes sociais de relacionamento virtual propiciado pela internet – conseguiu dizer-nos, entre o mais, que já é hora de voltarmos aos saudáveis e saudosos tempos em que a seriedade, o trabalho, a integridade moral e o permanente compromisso com a ética – por parte dos eleitores e dos eleitos – eram o destaque principal! Disseram, ainda, que ninguém deve se omitir anulando o voto e que ninguém deve deixar de comparecer às urnas para votar em gente que presta! Essa marcha, afinal, ao dar-nos esses patrióticos conselhos, teve o mérito de despertar em cada um de nós o sentimento de pátria que impõe – a cada qual – o irrecusável dever de agir como bons brasileiros! Para tanto, no entanto, associado a esse amor pátrio, temos que demonstrar – com atitudes corajosas e solidárias como essa – que somos cidadãos e cidadãs de primeira classe!

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