A contagem é regressiva. Falta praticamente um ano para as eleições no país. Em outubro de 2026 o país volta às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.
Sem dúvida, uma grande mexida na política nacional que terá, como lembra o prefeito de Nova Lima, João Marcelo Dieguez, uma virada geracional a partir desta eleição. A disputa do ano que vem será certamente, a última de muitas de nossas atuais lideranças- Lula uma delas- caso sejam eleitos ou não.
A renovação começa no ano que vem. Disso não tenham dúvidas. Talvez por isso, a antecipação das discussões eleitorais. Ainda estamos em 2025 e a disputa eleitoral de 2026 já domina as conversas- ou discussões políticas-, seja para a disputa presidencial, seja nas estaduais. Em vários estados já há candidatos nas ruas e muitos são os presidenciáveis sobre os palanques ainda desarrumados.
A arrumação vai aos solavancos, caminhando para frente e para trás. Falo das fusões partidárias que vão sendo articuladas para sustentar candidaturas hoje chamadas genericamente de esquerda e direita. No Brasil são 29 os partidos registrados, muitos deles sem qualquer expressão eleitoral. Mas as negociações para formação de federações partidárias e outras arrumações seguem com avanços e retrocessos nas negociações, dependendo das pesquisas eleitorais e dos nomes falados para disputar os governos representando aquela corrente de pensamento ou os interesses dos grupos “donos” das legendas. As fusões, federações e outros “oes” representam aumento de tempo nos horários eleitorais e, eventualmente, aumento de recursos para as campanhas. E isto vale ouro nos acertos de apoio.
Até o início de 2026 vai ser este avança recua, até que se tenha mais clareza nas chances dos pré-candidatos e até mesmo dos nomes dos que vão mesmo para a disputa. Por enquanto, a nível presidencial, o único nome colocado representando a esquerda é o de Lula. A chamada direita está ainda sem um candidato mais definido e trabalhando com várias alternativas. E é esta incerteza que agita o panorama político apesar de, reconheçamos, ainda estar muito cedo para definições. Nos estados o quadro sucessório também é agitado, mas com poucas definições.
Em Minas, por exemplo, candidato mesmo, declarado e abertamente em campanha, só Mateus Simões, lançado por Romeu Zema, com quem fará dobradinha na sucessão presidencial. E vamos assim até o ano que vem, com uma paradinha para as festas de fim de ano.
* Paulo César de Oliveira – jornalista e diretor da Viver Brasil
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