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Exame de habilitação

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Sou solidário à crítica, publicada pela Tribuna no último dia 6, da colega Jéssica Viana Hinkelmann, candidata à habilitação. Também passei pelo mesmo dissabor ao me sujeitar ao exame prático de direção, no ano de 2008, na cidade de Juiz de Fora. Repetirei o exame para tentar galgar esse objetivo neste ano, pois desisti, diante de tantas injustiças e falta de humanidade, para não dizer falhas do Estado, ao selecionar e, mesmo, ao preparar os examinadores para avaliar os candidatos. Infelizmente vejo que nada mudou no tocante à extrema ausência de educação da parte dos examinadores, que não consideram o fato de que os candidatos estão sob intensa pressão. O mesmo ocorre se analisarmos os processos seletivos de concursos como vestibulares, para os quais, a título de exemplo, porém, no momento da realização da prova, não há um examinador acompanhando, ao seu lado, as suas respostas, e, ainda assim, muitos têm sua capacidade diminuída, diante da tensão causada naturalmente por estar sendo avaliado. No Exame Prático de Direção Veicular, há a presença de um examinador completamente arrogante, despreparado psicologicamente, e que acaba por deixar os candidatos, já desestabilizados emocionalmente, ainda mais desequilibrados.

Quero, com a colega e com os demais candidatos à habilitação, seja qual for a categoria pretendida, estimar melhorias no presente sistema de avaliação, como a fiscalização em tempo real, seja através de câmeras no interior dos veículos do exame (o que seria mais eficiente, pois assim, não haveria margem para falcatruas ou corrupções de todos os gêneros, tanto da parte representante do Estado, o examinador, quanto da parte candidata), ou mesmo por fiscais físicos em cada ponto do trajeto do exame (sendo esta última, ineficaz, se adotada, diante de tanta corrupção existente no processo).

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Além do exposto, os examinadores deveriam ter melhor preparo para lidar com os erros provindos do estado emocional do candidato, dando-lhe a oportunidade de demonstrar seu real conhecimento na condução de um veículo automotor.

Qualquer pessoa é sabedora, atualmente, de que um candidato em qualquer exame, com a sua condição emocional pressionada, terá o seu desempenho reduzido, o que não quer dizer que no dia a dia, essa pessoa será um mau condutor, mas, simplesmente por estar sob avaliação, cometerá falhas banais. Quem, depois de reprovado em exame de direção, nunca disse: Nossa, que vacilo eu dei! O examinador pediu que eu fizesse uma parada regulamentar onde não podia, pois era proibido, e eu a fiz!

Diante do nervosismo causado pela presença do examinador, totalmente despreparado, não no tocante ao conhecimento das regras de trânsito, mas para fazer a avaliação do ser humano condutor, não se verifica mesmo a presença da sinalização. Em outras palavras, fica-se cego pelo nervosismo, seguindo uma espécie de hierarquia emocional, e, por desejar aquilo que somente ele poderá lhe autorizar a ter, acata-se a ordem (ordem, pois o tom do examinador ao ditar o percurso é literalmente ordenador). Afinal de contas, cá entre nós, eles agem como se estivessem em um batalhão militar, e nós, como se fôssemos seu contingente.

É evidente que, diante dos verdadeiros crimes ocorrentes no trânsito brasileiro, deve-se exigir mais dos candidatos, mas não massacrá-los pela falta de mínima sensibilidade como se fossem marginais mendigando um favor do Estado.

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