Como o caro leitor escolhe em quem vai votar, não apenas para presidente, mas para todos os demais cargos? Conhece propostas, a capacidade do candidato em viabilizá-las? Conhece as propostas defendidas pelos partidos e que, teoricamente pelo menos, são as que os candidatos devem seguir? E finalmente, dentro do quando político brasileiro, o caro eleitor é capaz de saber o que ser de direita ou de esquerda? Faço todas estas perguntas para entender como os eleitores estão decidindo os seus votos. Pelos programas eleitorais confesso que penso ser impossível.
Não conheço o desenvolvimento e as promessas nas campanhas, em segundo turno, para escolha dos governadores de cinco estados e no Distrito Federal. O que vimos nas campanhas do primeiro turno, e estamos assistindo nas de segundo turno, certamente não sustentam a escolha de um nome. São campanhas vazias, com promessas absolutamente inexequíveis, ou de difícil compreensão pelo eleitor. Promessas comuns tanto ao grupo que se autodenomina de direita quanto ao de esquerda.
Até aqui, nesta eleição, certamente não são as propostas como todo que têm conquistado votos. Pequena parte do eleitorado, os mais abastados, pode estar baseando seu voto nem propostas ou para que segmento da sociedade o candidato formula suas propostas. A grande massa do eleitorado vai pela simpatia, exatamente como fez no primeiro turno, quando escolheu, em sua maioria, ou bem perto disto, os que vão compor os parlamentos federais e estaduais através das redes sociais.
O que será do país, ninguém pode prever.
Flávio e Lula fazem, como no primeiro turno, uma campanha de radicalismos. Flávio garante que vai promover um “tesouraço” nos impostos, reduzindo a receita, ao mesmo tempo em que garante que manterá, e ampliará despesas com sociais. Lula também fala em cortar impostos e aumentar despesas com o social. Fora isto, a campanha segue o mesmo caminho de radicalismos do primeiro turno.
A escolha, certamente, não será por uma proposta.
* Paulo César de Oliveira é jornalista e diretor-geral da revista Viver Brasil.
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