Em comunhão com o Sumo Pontífice Bento XVI e sempre fiel à sua missão de pastorear o rebanho que Deus lhe confiou, o arcebispo metropolitano de Juiz de Fora, dom Gil Antônio Moreira, achou por bem promulgar o Documento Sinodal que retrata as conclusões do Sínodo Arquidiocesano. Etimologicamente, sínodo significa caminhar juntos. O objetivo do sínodo foi despertar reflexões sobre a vida da arquidiocese a fim de renová-la. Este processo de renovação faz parte da vida da Igreja Católica e deve ser entendido como um autêntico dinamismo.
Mas este processo de renovação não desconsidera a imutabilidade dos valores fundados sobre a lei divina e natural. A Igreja considera que, subjacentes a todas as transformações, há muitas coisas que não mudam, cujo último fundamento é Cristo, o mesmo ontem, hoje, e para sempre (Hb 13,8) (Concílio Vaticano II: GS nº 10).
O Documento Sinodal destaca, por exemplo, a importância de se preservar a identidade da família fundada na unidade indissolúvel entre homem e mulher. Citando o beato Papa João Paulo II, o Documento afirma que o futuro da humanidade passa através da família (Documento Sinodal, pg. 13). O sínodo refletiu sobre o valor da educação da fé e estabeleceu diretrizes seguras relacionadas à formação das pessoas que se preparam para receber os sacramentos.
Em relação à liturgia, o Documento Sinodal afirmou, entre outras coisas, que a homilia precisa ser bem preparada pelo sacerdote: Não deve ser longa, mas essencial, traduzindo, com a maior fidelidade possível, o recado de Deus aos ouvintes. A homilia aborde ao menos um pensamento de cada uma das leituras proferidas (Documento Sinodal, pg. 47).
O Documento Sinodal valoriza a juventude e explica que o engajamento pastoral de nossos jovens, em muito, depende de uma sólida, alegre, dinâmica e criativa formação, à luz da Palavra de Deus, que seja base para a confissão de fé em Cristo e os prepare para responder aos apelos e desafios do tempo presente (Documento Sinodal, pg. 52).
Segundo o arcebispo Dom Gil, o Sínodo, em certo sentido, não termina. Os movimentos dos 18 meses com intensidade de reuniões, reflexões e orações são agora básicos para o novo período. O Sínodo não existe para si mesmo, mas para o tempo posterior. Há, no documento que ora apresentamos, indicações práticas bem precisas para os passos que queremos dar juntos, a partir de agora na edificação do Reino de Cristo (Documento Sinodal, Introdução).
