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Sardinha em lata

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Todos os dias, os cidadãos de Juiz de Fora enfrentam as mesmas dificuldades ao se fazer uso dos transportes coletivos, sendo essas sentidas desde a exaustiva espera nas paradas de ônibus, onde não é oferecida para a população nenhuma espécie de conforto para que o problema seja amenizado. Os pontos concentram-se mais na região central da cidade. Existem também alguns pontos em locais estratégicos – minoria – nos bairros, sendo que, para garantir uma melhor prestação de um serviço público de qualidade, faz-se necessária uma arquitetura para todos os pontos de ônibus no intuito de oferecer às pessoas um lugar para se protegerem do sol e da chuva e garantir que idosos e mulheres grávidas não fiquem o tempo todo de pé. As dificuldades se mantêm dentro do ônibus, isso quando se consegue adentrar, pois, com a política do passinho para trás, as pessoas são empurradas para o fundo do veículo, mesmo quando se percebe que a lotação máxima já ultrapassou o permitido.

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Os usuários são obrigados a suportar situações desagradáveis, como o excesso de contato corpóreo e a impossibilidade de tornar a viagem para trabalho ou escola algo prazeroso e instrutivo, lendo um bom livro ou jornal, já que o interior do transporte coletivo transformou-se em uma arena de estilos musicais, onde vence o que fizer uso do aparelho celular num volume mais do que audível, obrigando todos a participarem como espectadores dessa disputa – o fone deveria ser de uso obrigatório, pois ninguém é obrigado a gostar e a escutar o que o outro escuta, ainda mais não tendo a opção de sair daquele ambiente.

O ônibus é um meio de transporte indispensável para a nossa cidade e para a população de maneira geral, mas é necessário que os órgãos públicos repensem a forma como esse serviço está sendo oferecido à população, pois não estão sendo transportados peixes em latas de sardinha, mas sim pessoas, que pagam um valor mais que significativo para serem submetidas a situações tão desconfortáveis e desrespeitosas. Sabe-se que a Prefeitura tem realizado algumas iniciativas para melhorar a qualidade e a segurança do transporte coletivo, como a bilhetagem eletrônica e a inversão pela porta da frente, sendo ainda medidas muito insuficientes para diminuir a superlotação e garantir a prestação de um serviço de qualidade a toda população.

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