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Exercitando o perdão

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O perdão é abordado nos textos evangélicos, chamando-nos a atenção para uma condição fundamental de progresso espiritual. Jesus esclarece Pedro que é necessário perdoar não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes, ou seja, ensina-nos ao exercício do perdão sempre que a ocasião se nos apresentar. Igualmente na oração do Pai Nosso, orienta-nos o nosso Mestre que devamos perdoar para que, igualmente, sejamos perdoados. No Calvário, também o Cristo pede ao Criador que nos perdoe, salientando nossa ignorância naquela hora extrema.

À medida que vamos incorporando as verdades eternas, vamos entendendo que a vida, essa escola abençoada,oferece-nos  testes. Dentre eles, esquecer as faltas alheias representa degrau evolutivo. Podemos passar na prova ou não. Por teimosia, podemos ficar estacionados meses, anos e até séculos. Também a ofensa pode ser uma oportunidade de reconhecermos nossos defeitos. Uma outra chance, instigando-nos ao aprimoramento interior. Lembremo-nos de que a vida nos proporciona diuturnamente ensejos à elevação íntima. Aproveitá-los ou não depende de nós.

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Guardemos a certeza de que a mágoa traz efeitos devastadores em nossa economia orgânica. Plantamos espinheiros magnéticos na alma que vão minando nossas energias, adoecendo nosso corpo físico. É como se cultivássemos uma planta venenosa no jardim da nossa existência. Sentimento inferior que deve ser extirpado em seu nascedouro, evitando que se alastre como praga na lavoura.

Ademais, quem de nós nunca errou? Nas leis da vida, recebemos o que damos. É de inteligência que ofertemos aos outros aquilo que desejamos para nós. Falíveis que somos, é bom que expurguemos de nossa intimidade sentimentos que nos chumbem ao chão. Precisamos alçar voos como almas livres e não ficarmos presos ao solo, através dos grilhões de sentimentos inferiores. Memorizemos essa certeza: sentimento reto gera pensamento reto e consequente harmonia de nossa casa mental e física.

Saibamos que não responderemos pelo mal que nos fizeram, mas como reagimos a ele. Vencermos o ressentimento poderá ser não só alavanca para o progresso, mas também conquista de saúde. Almejamos tanto a felicidade, esta, porém, é conquista individual e passa pelo trabalho e progresso íntimo. Não avançaremos,  guardando na alma nódoas de amargura. Será uma prece valorosa rogarmos ao Nosso Pai que nos ajude a esquecer o mal que nos fizeram. Recurso esse benfazejo que nos auxiliará nessa libertação.

“O perdão é luz na alma de quem perdoa”, orienta-nos Dona Isabel Salomão de Campos. Essa luz íntima se reverte em conquista de saúde e paz, benesses essas que nos permitem doação de mais amor àqueles que nos cercam. E quanto mais amor emanarmos, mais nos aproximaremos do Cristo, almejando, quem sabe num dia, sermos seus seareiros, servos fiéis, partícipes na construção do Seu Reino na Terra.

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