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Enfim, o esperado aeroporto

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Como foi noticiado pela Tribuna, o aeroporto internacional da Zona da Mata dará início às suas operações no próximo dia 15. Todos os últimos ex-prefeitos de Juiz de Fora não eram muito simpáticos a ele. Bejani chegou a declarar na imprensa que não apoiava um aeroporto fora do perímetro de Juiz de Fora.

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Com seu funcionamento, no entanto, tanto Juiz de Fora como toda a Zona da Mata irão sofrer, através dos tempos, uma explosão de desenvolvimento não experimentada pela região nos últimos 30 anos. O Aeroporto Internacional, que deverá se chamar presidente Itamar Augusto Cautiero Franco, será, sem nenhuma dúvida, o maior polo de desenvolvimento já construído na Zona da Mata, cujos efeitos multiplicadores serão até maiores do que todo o somatório dos efeitos renda e emprego gerado por todas as empresas que existem em JF.

É claro que os benefícios de um grande polo desenvolvimentista não acontecem da noite para o dia. Irão levar dois, cinco, dez ou mais anos para, aos poucos, produzir seus efeitos, que a gente chama de multiplicadores. Digo isso com pleno conhecimento de professor catedrático que fui de macroeconomia e teoria do desenvolvimento da PUC-MG por mais de 30 anos.

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Funcionando inicialmente com voos de passageiros e depois com os cargueiros, o segundo aeroporto internacional de Minas Gerais poderá servir, inclusive, de apoio aos já saturados aeroportos do Galeão e Santos Dumont no Rio de Janeiro e até como um dos suportes do programa do pré-sal do governo brasileiro. Seus efeitos sobre a economia da Zona da Mata serão impossíveis de se calcular a priori.

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Falta agora a controvertida estrada de ligação MG-353 até a BR-040. Se não for imediatamente construída, como já foi projetada, os efeitos sobre Juiz de Fora serão desastrosos. A complementação da infraestrutura do aeroporto da Serrinha será também importante. Não é porque temos um aeroporto internacional na região que devemos nos esquecer disso.

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