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Itamar, o antecipador do futuro!

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Ao contrário de muitos políticos que conhecemos, verdadeiros exterminadores do futuro, à semelhança do famoso filme de Arnold Schwarzenegger, por suas dúbias, quando não incompetentes e desonestas, ações no presente, temos a satisfação, por conhecimento de causa, de dar o título acima a esse artigo, em sincera homenagem à figura nobre, humanista, sincera e exemplar do já saudoso senador, ex-prefeito de Juiz de Fora – sua querida terra natal -, ex-presidente e ex-governador de Minas Gerais, Itamar Augusto Cautiero Franco! Fomos, inclusive, vizinhos, morando no mesmo prédio, por muitos anos, o que nos permitiu, pela grande identidade ideológica, participarmos de momentos que aconteceram.

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Quando presidente, sempre me nomeou para seu representante oficial em solenidades da Zona da Mata, e me lembro quando, representando-o na inauguração do Hospital Albert Sabin, em JF, com a honrosa presença do grande cientista descobridor da vacina oral contra a poliomielite, em conversa com ele, fez-me referências elogiosas à personalidade de Itamar, mostrando como ele se identificava com outras grandes personalidades! Ainda na época das lutas pelo fim da ditadura, convidou-me para estar em seu apartamento, quando receberia Brizola e Lula, líderes da oposição da época, e tal não aconteceu, pois não houve teto – já àquela época – para o avião descer, e a reunião – que poderia ser modificadora do processo oposicionista – não houve.

Mas o que mais me faz, agora, nesse momento de preito a um grande estadista, foi quando, em certa noite, assistindo ao famoso programa televisivo Ferreira Neto, onde ele entrevistava, ao lado de outros, Itamar Franco e Ivete Vargas, a corajosa política, não satisfeita com uma declaração de Itamar, tentou diminuí-lo, dizendo que ele não passava de um senador de Juiz de Fora! Itamar, de modo simpático e educado, relevou a suposta ofensa, continuando a conversa como se nada tivesse ocorrido. Na manhã do dia seguinte, já em JF, encontrei-me com ele no saguão de nosso prédio e, pela intimidade que tínhamos, cobrei-lhe porque não respondera à altura as palavras de Ivete. Ele, com sorriso humano, sincero, me respondeu: Sagrado, Ivete está cancerosa, em fase grave, e eu jamais faria qualquer coisa que pudesse feri-la.

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Concordei, e cada vez mais vi em Itamar o estadista que sempre se preocupou – engenheiro que nunca deixou de ser – em administrar e construir para o futuro, jamais se preocupando em fazer obras que não repercutissem para o bem-estar e o progresso social, educacional, econômico e cultural de sua JF, de sua Minas e, especialmente, de nosso Brasil! De todas as obras que fez nesse sentido maior da administração, nenhuma deverá jamais ser esquecida, como o Plano Real, que surgiu de um sentimento que sempre teve de que abriria as portas da economia brasileira para o Primeiro Mundo! E assim pensando, assim o fez, escolhendo FHC, mostrando, segundo Theodore Roosevelt, que o melhor administrador é aquele que sabe encontrar os talentos para fazer as coisas e que sabe também refrear a vontade de nelas se imiscuir enquanto eles as fazem!

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