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Direitos que não se discutem

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A mídia tem noticiado, e a população, vivenciado, nos últimos dias, o embate entre operadoras, profissionais e o Ministério da Saúde diante dos inúmeros problemas enfrentados no atendimento de saúde. Reclamações quanto à recusa dos planos em realizar coberturas de urgência e emergência a seus usuários, às dificuldades na marcação de consultas, exames e cirurgias, à insatisfação por parte dos prestadores diante dos baixos honorários pagos por procedimentos e aos obstáculos impostos no desempenho das atividades geraram a criação do Dia Nacional do Alerta (25/04). O resultado disso? A diminuição da qualidade e a redução do acesso, mas não dos valores pagos por mais de 48 milhões de pessoas que, segundo o Ministério da Saúde, contam com planos de saúde de assistência médica.

Criado com o objetivo de proporcionar uma ampla cobertura médico-hospitalar aos servidores municipais de Juiz de Fora e seus familiares, o plano Saúde Servidor não tem enfrentado situação diferente. São dez anos de história, completados em maio, e uma série de dificuldades, muitas vezes, só percebida no momento em que as preocupações deveriam ser – única e exclusivamente – com o restabelecimento da saúde.

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Dentre as reclamações mais recorrentes estão as dificuldades na marcação de consultas, a ausência de médicos e a suspensão de credenciamento de clínicas e hospitais. Como situação recente, já resolvida, pacientes que não conseguiram atendimento no setor de emergência do Hospital Albert Sabin em virtude da suspensão de credenciados.

Insegurança também em relação ao futuro do plano que, no passado e no presente, sempre contou com o investimento dos servidores que acreditaram que o Saúde Servidor era uma segurança à saúde de qualidade. Em contrapartida, o que vem ocorrendo e gerando esta situação é o não cumprimento de aporte financeiro das mantenedoras. Um profundo desrespeito a tantos funcionários públicos, que sempre cumpriram com sua parte nesse acordo, tendo as mensalidades religiosamente descontadas no salário.

Diante de tudo isso, por enquanto, nos resta apenas uma série de dúvidas: por que o Saúde Servidor não está dando certo? Onde estão as falhas? Quem são os gestores do plano indicados pelo Executivo? Quais são as propostas destes gestores nomeados? Como resolver essa situação? Precisamos, o quanto antes, de respostas. Afinal, com direito à saúde não se discute. Mas com direito de servidor público também não. Simplesmente se cumpre. É assim que deveria ser.

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