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E o museu, como vai?

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Nós juiz-foranos, quando nos referimos ao Mariano Procópio, usamos simplesmente o termo museu para designar a instituição museológica, tamanha a nossa identidade e nosso pertencimento com o inigualável legado de Alfredo Lage.

Mas e o museu, fechado à visitação há vários anos, quando abrirá suas portas ao público? Esta é a incômoda pergunta que nós nos fazemos permanentemente, cidadãos que somos e, especialmente, membros do Conselho de Amigos. Idêntica indagação nos dirigem indivíduos, daqui e de outras cidades.

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A falta de recursos e de investimentos é uma constante no histórico da casa. Os relatórios de Geralda Armond, sucessora do fundador, revelam que a diretora alugava as jabuticabeiras do parque para obter recursos. Poucos prefeitos investiram adequadamente em nosso museu.

A virada do milênio tem sido considerada, mundo afora, como a era dos museus: Centro Georges Pompidou (1977), Guggenheim Bilbao (1997), Tate Modern (2000), dentre inúmeros outros. Fenômeno social, eles contribuem para a cultura e a qualidade do espaço urbano, tornam-se ícones nacionais e garantem visibilidade internacional.

No Brasil, não somente estádios – para a Copa do Mundo e para as Olimpíadas – têm sido erguidos. Aqui em Minas, temos o caso de Belo Horizonte, em que a Praça da Liberdade se transforma em espécie de colar de museus e centros culturais, capitaneados pelo Palácio da Liberdade, ele também aberto ao público. O Instituto Inhotim, em Brumadinho, é fenômeno que atrai a atenção e visitantes de todo o planeta. O Rio de Janeiro acaba de inaugurar a Cidade das Artes; em março, abrirá a Casa Daros – edificação de 1866 e com área de 12 mil metros quadrados – destinada à arte da América Latina. Na Avenida Atlântica está sendo erguido o Museu da Imagem e do Som. Na Praça Mauá, os edifícios Mariano Procópio (!) e Dom João VI – interligados e restaurados – vão abrigar o Museu de Arte do Rio, e, no píer, prosseguem as obras do arrojado Museu do Amanhã.

O Conselho de Amigos e todos torcem por dias luminosos para o pioneiro e já quase centenário Mariano Procópio. Na condição de candidato, de eleito e de prefeito, Bruno Siqueira tem manifestado expressamente seu interesse em resgatar a instituição. Juiz de Fora e o Brasil aguardam e agradecem com emoção!

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