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Brigas de gangues

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O que leva crianças e adolescentes à violência? Um misto de fatores, como pobreza extrema, fragilidade, negligência ou impossibilidade da convivência familiar, violência doméstica, caóticas aglomerações urbanas, rebaixamento dos padrões éticos/morais, ausência do Poder Público, defeitos e/ou inexistência da rede de proteção, indiferença da sociedade, ineficiência das instituições de formação religiosa, esmolas, consumismo, drogas, impunidade ostensiva dos grandes ladrões do erário público… Gasta-se bilhões em obras e em campanhas políticas que beneficiam poucos, com as artimanhas nelas embutidas.

Culpado disso? Todos, menos as crianças e adolescentes. Esses são vítimas. Mas são eles que mobilizam uma legião de incomodados com seus excessos e desvios comportamentais, trazendo violência e morte a tantas famílias.

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Soluções? É necessário encarar a questão com coragem, compromisso, correta visão social, sem falso moralismo, hipocrisia, frases de efeito. Deve haver destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas, melhores políticas públicas (e não projetos factuais/pontuais), um bom planejamento familiar com apoio e acompanhamento às famílias desestruturadas, atendimento escolar na primeira infância e garantia de ensino médio obrigatório, ambos de qualidade, entre outras ações.

Todos podem contribuir para evitar a violência. Como? Dê atenção (não dê bens materiais), converse mais com as crianças e adolescentes, não dê esmola, chame ajuda, contribua com quem ajuda, seja um conselheiro de direitos ou tutelar competente, invista em projetos de lazer e cultura, crie oportunidades para o mercado de trabalho, ampare as famílias (como por exemplo, projetos que lhes ensinem a dar limite aos filhos e a demonstrar afeto). Afinal, crianças e adolescentes são os filhotes da espécie humana e, se não cuidarmos deles devidamente, sentenciamos nossa extinção.

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