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Cotidiano violento

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Você já foi vítima de assalto? No dia 27 de outubro de 2015, quando transitava no Bairro Cascatinha, na Rua Miguel José Mansur, próximo ao Clube Cascatinha, por volta de 11h, fui abordada por um rapaz que me perguntou as horas. Ao perceber uma atitude suspeita, me afastei. Foi quando ele anunciou o assalto, e eu, por impulso, corri e gritei pedindo ajuda. O objetivo dele só não se concretizou porque um homem que estava na janela do prédio em frente espantou o jovem, ameaçando-o.

Segundo dados da Polícia Militar de Juiz de Fora, entre janeiro e agosto de 2014, houve um total de 510 ocorrências desse tipo. No mesmo período deste ano, há 593 registros, o que significa um crescimento de aproximadamente 16%. Entretanto, ao serem vítimas de assalto, muitas pessoas não fazem o boletim de ocorrência, o que é imprescindível para o planejamento de prevenção da PM. É preciso que haja conscientização dos cidadãos para que o problema seja minimizado. A instrução presente no portal oficial do órgão supracitado é clara. Na ocorrência do crime ou em casos de pessoas em atitudes suspeitas, deve-se imediatamente acionar a polícia via 190.

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Os criminosos não se intimidam, e os crimes têm acontecido em plena luz do dia, com certa frequência. Diariamente, nos colocamos em risco pelo simples fato de transitar entre nossa casa e o trabalho, escola, faculdade. Os números de assaltos na cidade refletem a insegurança da população e a insuficiência do patrulhamento policial, o que me leva a acreditar que o efetivo atual não é adequado à crescente demanda.

Não há como eliminar a chance de passar por essa situação, entretanto, vale ressaltar maneiras de diminuí-la. Entre elas, evitar ruas desertas, andar acompanhado, não manusear o aparelho telefônico e permanecer sempre com bolsas e mochilas fechadas.

Eu cheguei à infeliz conclusão de que não poderei mais cumprir o trajeto mais curto entre minha casa e a faculdade, pois, nesse mesmo local, é a segunda vez que sou vítima de algum tipo de coação em menos de um mês. Como cidadãos, temos o direito de transitar em segurança pela cidade, porém, é difícil encontrar alguém que não tenha medo. A pergunta que faço é simples: até quando?

O que aconteceu comigo pode acontecer com você também. Eu pude contar com ajuda, mas, a cada dia, fica mais difícil que isso ocorra, portanto, vou cobrar mais, me indignar mais e me informar mais. E você, o que vai fazer?

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