Todos já sabemos que a impunidade é filha do corporativismo – leia-se cumplicidade institucional – entre os Três Poderes! Aliás, escrevo com iniciais maiúsculas os atuais três poderes, que merecem mais iniciais minúsculas devido ao caráter duvidoso de muitos de seus integrantes! É claro, com as honrosas exceções, que, como sempre – por omissão e falta de oportunidades -, só confirmam a regra que garante a cada vez mais instituída corrupção! O que fazer?! Simplesmente nos acomodarmos com o fato degradante da dignidade e da autoridade do regime democrático, ou devemos criar algo que possa combater – de cima para baixo – toda baixaria que, também, vem de cima para baixo!
E haja demagogias criminosas na saúde, educação e segurança para impedir dos cidadãos uma autocrítica do que fazer, especialmente em momentos de crescimento econômico, mas onde o sempre reclamado desenvolvimento sociocultural é relegado a promessas vãs de solução dos problemas existenciais de um número cada vez maior de brasileiros – e brasileiras – a chafurdar na miséria das insolvências da própria sobrevivência, mendigando pelas ruas, acompanhados de fiéis vira-latas, fraternos naquilo que se confundem!
É só andar, observar e lamentar: mas que país é esse?! Repetindo a frase de Bob Marley, onde inquire: Que país é esse, onde o preconceito está guardado em cada peito?! Que país é esse, onde as pessoas não podem ser iguais, devido a suas classes sociais?! O que poderia nos salvar?! Creio que a instituição de um verdadeiro e corajoso Conselho Nacional de Justiça (CNJ), formado por cidadãos eméritos e de patriotismo arraigado, e que fosse, acima de tudo, supraideológico, suprarreligioso, suprapartidário, supratecnológico, supracientífico e, mais que tudo, supraeconômico!
E por que assim?! Simplesmente pelo fato de permitir a liberação definitiva do ser humano de suas amarras tradicionais aos corporativismos que criaram a malfadada falsidade ideológica em todos os regimes instituídos em nome do progresso e da civilização, mas que apenas dilaceram os direitos de cada um, usando a demagogia dos direitos de todos!
Vai ser difícil a escolha desses cidadãos, isentos e corajosos, para constituírem – aqui no Brasil – esse formidável CNJ! Aliás, já existe um! Que, parece, quer pôr suas manguinhas de fora, iniciando – e muito corretamente – por fazer fortes apurações – e julgamentos – e também punições na área onde mais existe impunidade garantida: no sempre inatingível Poder Judiciário!
Mas não se deve fazer como o Conselho de Anciãos de Atenas, que condenou o corajoso e patriota Sócrates a beber a mortal cicuta, pois estava sendo subversivo ao proclamar a existência de um Deus Único, contrariando a íntima relação demagógica entre o politeísmo e o regime político, onde cada partido tinha como filiado um dos deuses da época… Deus é um só, e, como a voz do povo é a voz de Deus, Lincoln fez bem em afirmar, em seu discurso em Gettysburg: Democracia é governo do povo, pelo povo e para o povo! Vamos instituí-la o mais rapidamente em nosso Brasil! Afinal, sempre dissemos que Deus é brasileiro!
