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Quem será o novo Bin Laden?

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Vocês têm dúvidas de que a morte de Bin Laden representa a morte do mal que se esconde nos corações humanos?! Quantos anônimos bin ladens assassinam pelo mundo afora seus semelhantes, por motivos fúteis, mas demonstradores da falta de respeito humano, de solidariedade, de compreensão e, acima de tudo, da arte suprema de viver e deixar viver, numa convivência onde o diálogo corajoso, sincero e baseado na paz e no amor deveria superar qualquer crença religiosa, qualquer ideologia, qualquer – aí o busílis do coração humano! – ambição de poder, de mando e de aumentar as multidões de escravos! Bin Laden foi justiçado! Ótimo! O Bezerro de Ouro – hoje, deitado em berço esplêndido à frente do Federal Reserve Bank -, enquanto preparam os terrenos sombrios que restaram do ataque de Bin Laden, pode manter-se como tranquilo representante daquilo que Moisés, ao descer da montanha com a Tábua dos Dez Mandamentos, teve o divino insight de execrar aqueles que o adoravam, demonstrando que o diabo e o vil metal andavam juntos!

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Em quase dez anos passados, o que de fato permitiu que Bin Laden misteriosamente permanecesse escondido, quem sabe por interesses políticos de seus perseguidores?! Não foi à toa que Nietzsche, o grande louco pelo excesso de lucidez, declarou, em alto e bom som: Quem vive para combater um inimigo tem interesse em deixá-lo vivo!

Portanto, pergunto-lhes: quem será o próximo inimigo dessa humanidade, cada vez mais conturbada, que substituirá o execrável Bin Laden nessa odisseia política de interesses chãos e perversos, enquanto seus perseguidores, de fato, esperavam o momento propício para usar a morte do mito do mal em nome do bem da humanidade?! Somente o Sombra, aquele velho de chapéu e capa pretos, do antigo seriado em preto e branco, poderia nos responder com seu sábio refrão que nos assustava, crianças, nos antigos cinemas, quando perguntavam: Quem sabe o mal que se esconde nos corações humanos?! E ele, o sombrio Sombra, mais sombriamente ainda, respondia: O Sombra sabe!…

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Bem, quanto a nós, e nossos políticos, continuamos no dolce far niente da repetição do mal que sai dos corações humanos…

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