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2013 com dignidade e intensidade

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Já que o mundo não acabou em 2012, como muitos esperavam, só nos resta viver o 2013 que se inicia com intensidade e dignidade. Nada de muitos planos e de projetos descolados da realidade, como o "pibão", proposto pela presidente Dilma, e que o ministro Mantega, o otimista profissional, anda abonando. Se conseguirmos um "pibinho" um pouco melhor e alguns avanços na melhoria de nossa infraestrutura, já poderemos nos dar por satisfeitos.

O mundo não está para marolas, e é preferível pequenos pulos do que grandes saltos. Até porque não nos preparamos para nada maior do que aquilo que nossas vistas alcançam. Temos uma infraestrutura um pouco maior e melhor do que a herdada do Governo JK e que é insuficiente para sustentar crescimentos mais rápidos. Se quisermos isto, como a presidente vem falando ser possível, corremos o risco de sufocar a economia. O momento recomenda cautela, e faz mal o Governo em criar falsas esperanças. Dois mil e treze, que começa politicamente com a posse dos 5.564, ou melhor, 5.553 novos prefeitos, pois em 11 cidades haverá nova eleição, nem imagina como pode terminar.

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O processo sucessório de 2014 já está nas ruas, e seus efeitos sobre o país são imprevisíveis. É que a política depende da economia, e a economia não depende apenas da vontade do Governo mas, em maior medida, de fatores externos, considerando-se que o modelo de crescimento sustentado pelo mercado interno dá sinais de exaustão. Ainda na seara política, 2013 começa como terminou 2012: com o mensalão em aberto. Ainda há a sensação de impunidade, e o STF precisa resolver logo o problema, mandando para a cadeia quem deve ir e liberando logo quem deve ser liberado. O país precisa virar logo esta página.

Na verdade, temos muitas outras páginas para virar. Certamente não conseguiremos fazer tudo num ano apenas. Mas é preciso começar logo. Um maravilhoso 2013 para todos vocês.

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