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Já ao Itamar Franco

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O recente e trágico acidente aéreo com a perda de oito preciosas vidas nas proximidades do arremedo de aeroporto inspirou-me a escrever este libelo em nome de Juiz de Fora e da querida Zona da Mata Mineira. O Aeroporto da Serrinha mostra, por seu nome, que se encontra em altura imprópria para um lugar onde sobem e descem aeronaves, no meio de uma nobre e crescente área da urbe juiz-forana, onde a construção de casas, apartamentos, pousadas e clínicas médicas e para idosos fica ameaçada pelo trânsito aéreo, pelo sobe e desce de aviões sempre desafiados pela frequente falta de teto, sem aparelhagem moderna e eficiente.

O fato de a aeronave acidentada ter quase batido em uma pousada com 58 pessoas, antes de se esfacelar, perdida na escuridão enevoada da região do aeroporto, mostra aos nossos governantes – inclusive ao ilustre governador Anastasia – a imediata necessidade de se agilizar – se possível para ontem – a feitura da pequena estrada de13 quilômetros, com canteiros separando as duas mãos, que liga a BR-040 ao Aeroporto Internacional Itamar Franco. A estrada tradicional pode e deve ser melhorada em sua largura, com a criação de duas pistas limitadas por canteiros e a remoção das inconvenientes e até perigosas travessias, colocando-se passarelas para pedestres e retirando-se os superados quebra-molas.

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Os Estados Unidos, o Canadá, a Rússia e a China, países continentais, onde a comunicação aérea é indispensável ao progresso cultural e econômico, dinâmico e produtivo, fazem tudo para valorizá-la e desenvolvê-la. Menos nós! A Zona da Mata Mineira, parada, sem visão de futuro, de repente, num dos últimos verões, recebeu em Goianá um aeroporto magnífico, de características internacionais, de arquitetura majestosa, funcional, com pistas de 2600 metros de extensão, apto a receber passageiros e cargas de toda a extensa região de três milhões de habitantes, liderada por uma metrópole, Juiz de Fora, que já supera os 800 mil habitantes, se contada sua população flutuante.

Além disso, o Itamar Franco serve a outros aeroportos, pela incomparável posição estratégica que ocupa, a meio e curtos caminhos dos aeroportos do Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Vitória. O que esperam a Infraero, a Anac e o Governo de Minas para torná-lo o modelo de aeroporto para iniciar nossa arrancada pelo desenvolvimento definitivo do transporte aéreo nesse país continental? Que respondam as autoridades responsáveis! Esperamos que a antes famigerada Ferrovia do Aço, postergada criminosamente por perversas vontades políticas, mas hoje uma esplendorosa realidade operacional, sirva de exemplo para que não se repitam nesse nobre aeroporto os perversos interesses políticos e prevaleçam os nobres e inquestionáveis anseios de progresso e de desenvolvimento econômico, cultural e social de nosso Brasil. Serrinha, não! Vamos já ao Itamar Franco!

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