O calendário da empresa vencedora da concessão do segundo trecho da BR-040 deve ser acelerado, para evitar o ciclo de acidentes fatais na ligação entre Juiz de Fora e Brasília. Estratégica no escoamento da produção, a rodovia tornou-se uma armadilha para os usuários – e não apenas no crítico trecho entre Conselheiro Lafaiete e Belo Horizonte. Pelos dados dos últimos dias, há outros gargalos. Na edição de ontem, a Tribuna mostrou foto em que duas carretas bateram de frente num trecho sem duplicação – perto de Ewbank da Câmara – e no qual a falta de divisão formou um funil. Um condutor morreu, e o tráfego teve que ser desviado.
Por si só, esse acidente já seria prova material das condições da pista, mas, no mesmo dia, na altura de Carandaí, outro choque resultou na morte de duas pessoas. Não é de hoje que a BR-040 clama por investimentos. A privatização, já consolidada, tornou-se a única saída para o velho problema. Agora, mãos à obra, a fim de reverter essa situação. Resta saber em que dimensão se dará a intervenção da concessionária. Além da duplicação, a rodovia carece de construção de viadutos. Em Santos Dumont, a 47km de Juiz de Fora, quatro deles estão vencidos pelo tempo. Além de serem em curva, são de mão dupla. Os números não lhes favorecem.
É fato que são ações de longo prazo, mas o Governo federal, responsável pela concessão, deve ter levado em conta a premência das obras. Deixá-las para uma etapa posterior é prorrogar uma demanda que exige imediatismo. Caso contrário, o medo continuará na agenda de quem passa por esse trecho.
