O atropelamento de mais um idoso nas ruas centrais da cidade reabriu a discussão sobre os traffic calmings – elevações instaladas pela administração passada para reduzir a velocidade dos veículos. Na Câmara, pelo menos dois vereadores – José Márcio e Rodrigo Mattos, este, líder do Governo passado – apresentaram propostas de recolocação dos equipamentos em alguns pontos, considerados por eles perigosos. Quando fez a retirada, a Secretaria de Transporte e Trânsito (Settra) justificou que a medida tinha sido tomada após estudos que apontaram para o risco de outros acidentes, como batidas, e garantiu que não haveria comprometimento da segurança.
Apontar a necessidade de volta dos equipamentos é uma atitude temerária, sobretudo porque qualquer nova mudança demanda custos. Quando da remoção, a população aprovou, mas indagou se tinha necessidade da instalação inicial. Questionou ainda, nesta nova etapa, o que seria feito do material. A questão que será discutida na Câmara é se vale a pena voltar ao antigo status.
Muitos leitores, por meio da internet e da seção de cartas do jornal, chamaram a atenção para outras medidas que podem e devem ser tomadas. A principal é a retomada das campanhas educativas no trânsito, envolvendo tanto pedestres quanto motoristas. Com o crescimento da frota, as cidades tornaram-se verdadeiras armadilhas para quem anda a pé, embora seja necessário observar a falta de atenção de quem anda pelas vias e tenta atravessá-las fora do tempo do sinal ou em locais inapropriados.
Sem entrar no mérito de quem está com razão, é importante insistir nas campanhas, que devem começar nas escolas, pois as crianças educam os pais. Pessoas envolvidas no respeito mútuo devem multiplicar suas experiências, apontando que o uso do veículo não é como uma arma, sendo possível conviver, desde que todos respeitem as regras. Além disso, com fiscalização, é possível colocar todos na linha.
