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BOAS LIÇÕES

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A semana termina de forma emblemática para a sociedade civil. O Supremo Tribunal Federal – ainda faltando definir a situação dos demais réus – condenou três atores do processo do mensalão: Henrique Pizolatto, ex-diretor de marketing do Banco do Brasil; deputado João Paulo Cunha (PT), ex-presidente da Câmara Federal, e Marcos Valério, publicitário. O resultado em si aponta para a oficialização de novos paradigmas no trato com o setor público, demonstrando que a Justiça está atenta aos desvios e vai punir quem comprometer as regras.

A decisão acena, também, para os segmentos que insistem em fazer da coisa pública um objeto de desejo para fins pessoais ou de seus grupos de poder, como é possível verificar em denúncias de toda sorte nas diversas instâncias políticas. O patrimonialismo ainda é uma realidade, mas as sentenças do STF apontam para um basta.

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Outra boa lição vem também da Justiça e da Polícia. Membros de torcidas organizadas, responsáveis por atos de vandalismo e, sobretudo, por questões mais graves, como morte de adversários, estão sendo convidados a ficar longe dos estádios. Alguns foram presos, numa clara demonstração de que a tolerância com esses dirigentes acabou.

Torcida organizada é apenas um eufemismo para gangues de uniforme que infestam os campos e agem como vândalos antes, durante e depois das partidas, levando insegurança para aqueles que, de fato, saem de casa para assistir aos jogos.

A profilaxia que se faz na política e nos estádios é fundamental para outras ações. Há muita coisa para ser passada a limpo.

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