A despeito do esforço dos candidatos, a semana será dedicada a dois temas distintos, mas que chamam mais atenção do que o discurso em torno do voto. Os olhares da opinião pública estão voltados para os Jogos Olímpicos de Londres, onde o Brasil começou bem, com três medalhas – uma de ouro inédita no judô – e para o julgamento do mensalão, que começa na próxima quinta-feira. No primeiro caso, a questão é saber se o país que vai sediar os próximos jogos terá uma performance melhor do que a de anos anteriores, como especulam os especialistas. No segundo, o viés é eminentemente político.
Ao curso dos dias, os meios de comunicação têm dado ênfase ao processo de 2005, que só agora chega ao plenário do Supremo Tribunal Federal. São análises e especulações sobre os rumos da discussão. O mensalão, nome dado a casos de corrupção passiva e ativa, é o maior escândalo da história política do país, daí a atenção que gera nas ruas.
Como lembram alguns ministros mais prudentes, será um julgamento técnico, como tantos outros, mas a pressão da opinião pública tem peso considerável. Se provados, os episódios de 2005 são de extrema gravidade, e passar em branco seria dar uma carta de impunidade para outras ocorrências. A eleição municipal, mesmo em segundo plano, será parte do debate como espaço de repercussão. Antes mesmo de qualquer veredicto, o mensalão estará nos palanques, fazendo com que a campanha municipal deste ano tenha contornos diferentes.
