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A HORA É ESSA

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Na etapa final da campanha eleitoral, a cidade se depara, de novo, com a discussão sobre o futuro da Zona da Mata – região com um dos mais baixos índices de arrecadação em comparação, especialmente, com o Sul de Minas e o Triângulo Mineiro, sem falar da região Central, responsável pelos melhores números. Na edição de domingo, a Tribuna voltou ao tema e encontrou as mesmas preocupações: faltam incentivos fiscais, inexistência de medidas mais duras contra a guerra fiscal, além da ausência de mais interlocutores nas instâncias políticas.

O pleito do próximo domingo é uma oportunidade única, pois estarão em jogo não apenas os mandatos majoritários de presidente, governador e senador mas também as bancadas da Assembleia e Câmara Federal. Pelas próprias evidências, não basta entregar um documento ao governador – por mais consistente que seja – se os parlamentares não fizerem o seu papel na cobrança de resultados.

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O relatório ora em fase final na Fiemg é mais um entre tantos outros já encaminhados ao Palácio. E os resultados são mínimos, pois a representação política não faz o dever de casa, a despeito de, como agora na campanha, fazer toda sorte de promessas. Articulou-se um movimento de voto em candidatos da região, mas não houve nenhuma reunião formal com esses personagens. As pontuações ficaram restritas a raros discursos, mesmo assim, feitos apenas para cumprir tabela.

Enquanto não houver uma ação conjunta de entidades e a classe política, o governador vai receber os pleitos por mera cortesia, mas só vai atender as regiões que atuam unidas, como as do Sul de Minas e do Triângulo, cujas respostas estão nos próprios índices que apresentam.

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