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A mobilidade urbana tornou-se um dos principais desafios das administrações públicas, exigindo ações de curto e médio prazo para evitar o colapso do sistema, sobretudo nas grandes metrópoles. Cidades como São Paulo estão sob o risco de um dia parar, mas esse dilema, até então exclusivo da maior cidade do país, está se desdobrando para outros centros, pelo crescimento desenfreado da frota de veículos e pela falta de opções de vias e de outros meios de transportes. Desde os anos 1960, quando o país abdicou do meio ferroviário, criou-se um cenário que um dia iria entrar em pane. Ele está próximo, salvo se houver outros caminhos.

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Juiz de Fora não é exceção. Com uma população acima de 500 mil, mas com um número de carros que, proporcionalmente, cresceu mais do que o número de habitantes, vive o drama diário das retenções e do transporte cada vez mais sobrecarregado. Na edição de domingo, a Tribuna mostrou o trabalho dos repórteres que vivenciaram a rotina de milhares de pessoas na ida e na volta ao trabalho, passando horas dentro de ônibus e, quase sempre, em espaços comprometidos.

As próprias autoridades conhecem o problema, como necessidade de incremento da frota e medidas para a reestruturação do sistema. O problema é saber quando elas serão implementadas e se há recursos para sua execução. Com o Governo federal sinalizando para um aperto do cinto, o acatamento de projetos ficará precário em todas as instâncias, mesmo ante a prioridade que eles merecem.

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