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LIGAÇÃO ESTRATÉGICA

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Orçamentos são peças de ficção. Embora façam previsões de receitas e despesas, eles dependem das circunstâncias para se consolidarem, e isso quase nunca ocorre. Portanto, não há surpresa quando o Governo estadual diz que há previsão de gastos com o Aeroporto Regional, mas tudo depende da coleta desses recursos, o que atrasa a ordem de serviço. O problema, no entanto, não se esgota nessa afirmação, pois há outros pontos que precisam ser considerados pelas autoridades. A Anac está em vias de autorizar pouso e decolagens num terminal que peca pela via de acesso. Com isso, haverá aumento no fluxo de veículos na MG-353 sem que as providências necessárias tenham sido tomadas. E esse questionamento não é recente, pois é de clareza abissal a combinação entre o aeroporto e a rodovia para o desenvolvimento da região.

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A duplicação de trechos da estrada e sua ligação com a BR-040, sem passar pelo Centro, são condições para o sucesso do empreendimento, sobretudo por indicar outros ganhos para a região. A ligação, a partir da localidade de João Ferreira, é estratégica até mesmo para as políticas urbanas de Juiz de Fora. O trânsito, já comprometido, tem entre os agravantes o fluxo de veículos que, em havendo alternativa, não precisaria cruzar suas vias. Atualmente, como a Tribuna mostrou na edição de ontem, não há outro caminho.

As grandes metrópoles têm resolvido seus problemas de trânsito com a criação de anéis rodoviários. Foi assim em São Paulo e em Belo Horizonte. O da capital mineira, aliás, já está saturado, estando em estudo uma nova rota. Enquanto isso, a despeito de sua importância no estado e sua posição logística entre três grandes capitais, Juiz de Fora ainda vive a expectativa de projeto semelhante. Seria a saída definitiva, pois contemplaria não apenas a MG-353, mas também outras vias que jogam seu fluxo no município, mesmo quando ele não é o destino final.

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A Agenda Regional, que discutiu as demandas da Zona da Mata, foi um passo adiante, e levar tal questão para o Governo do estado é fundamental, pois é o tipo de obra que não pode esperar, sob o risco de comprometer um projeto, como o do Aeroporto, em vias de inauguração.

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