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PELAS ESTRADAS

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O Ministério dos Transportes agiu corretamente – e até com um certo atraso – ao definir que os caminhoneiros devem passar por exames regulares para atestar se utilizam drogas ilícitas e outros estimulantes em suas jornadas de trabalho. Os testes devem ocorrer de três em três meses. O argumento é a redução do número de acidentes nas estradas, pois boa parte deles é resultado de profissionais dormindo ao volante ou cruzando as estradas, entrando nas outras faixas.

No entanto, há questões a serem levantadas. Há estrutura para realização desses exames regularmente? O país tem sido pródigo em criar normas sem definir a sua execução, forjando um cenário de ficção, no qual uns fingem que agem e outros, que estão fiscalizando. O problema deve ser enfrentado com meios adequados para uma solução dentro dos padrões esperados.

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Além disso, é necessário considerar que a causa dos acidentes não é única. O ministério também deveria fazer a sua parte e cobrar do Dnit a qualidade das rodovias brasileiras, hoje, verdadeiras armadilhas. A concessão de algumas delas, como agora vai ocorrer com a BR-040 no trecho Juiz de Fora-Brasília, é um avanço, mas nem todas serão beneficiadas.

Finalmente, cobrar eficiência apenas dos caminhoneiros é resolver o problema pela metade. Muitos tomam rebites e outros estimulantes por conta dos prazos de entrega apertados, que são exigidos deles – apesar das restrições legais -, levando-os ao trabalho ininterrupto, bem além da jornada definida em lei. Se também esses pontos forem fiscalizados, certamente as estradas, para o bem de todos, incluindo os caminhoneiros, estarão mais seguras.

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