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PROJETOS URBANOS

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Por conta de uma topografia perversa, Juiz de Fora vive sistematicamente o problema de construção de conjuntos habitacionais. Como há necessidade de implantá-los, a fim de atender ao considerável contingente de moradores que buscam a casa própria, são criados espaços nem sempre aceitos pelas vizinhanças, ora sob o signo do preconceito, ora sob o argumento da infraestrutura precária, que não daria conta de atender às demandas dos novos moradores.

Os fatos se somam e levam o Poder Público a entrar na discussão, já que o Governo federal, por meio do programa Minha casa, minha vida, deu aos municípios a responsabilidade de encontrar espaços e fazer o sorteio dos moradores. E não é uma missão simples. Os casos recentes apontaram para a necessidade de revisão do processo, a fim de garantir a convivência dos moradores desses condomínios. Pessoas de todas as procedências, por força de um concurso, são induzidas a uma convivência que nem sempre dá certo, em razão das características de cada grupo.

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Na edição de domingo, a Tribuna apresentou vários cenários em que o pertencimento e a infraestrutura entraram em questão. São desafios permanentes que também são enfrentados por outros países, mas sob uma ótica distinta. Em alguns deles, o adensamento vertical, visto como um problema no Brasil, tornou-se a saída mais fácil, para combinar mobilidade e prestação de serviços, que ficam perto dos inquilinos.

Na discussão apresentada pelo jornal, destacou-se, porém, a importância de instalar os novos moradores em áreas com eles identificadas, a fim de facilitar, sobretudo, a convivência. Esta é uma questão que pode ser atacada já nos próximos projetos.

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