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Última rodada

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Os partidos, de acordo com a legislação eleitoral, só têm mais esta semana para realizar suas convenções, embora o registro dos nomes se dê apenas em meados de agosto. A definição de chapas para Governo e Senado e as listas dos postulantes à Câmara Federal e às assembleias legislativas devem ser votadas até o dia 5 de agosto. São as regras que aceleram também a discussão sobre alianças e coligações e composições que marcam a cena eleitoral. Em Minas, vários partidos já definiram seus candidatos, mas um expressivo contingente ainda adota a tática dos prazos finais para eventuais acertos. São parte do processo que nem sempre significam êxito ou fracasso das candidaturas, mas são do jogo.

O que chama a atenção, porém, é que nem todos os players colocaram as cartas na mesa. Enquanto os tucanos fecharam a cabeça de chapa com o senador Antonio Anastasia na convenção desse sábado (28), seus principais adversários ainda têm margem para conversas. O governador Fernando Pimentel se mantém sem vice e está aberto a negociações. Pelo andar da carruagem, terá dificuldades em composições, já que o aliado de outras disputas pulou fora. Na última quinta-feira, o presidente do MDB, Saraiva Felipe, disse ao governador que desta vez a aliança não vai se repetir. Os emedebistas adotam o discurso da candidatura própria, mas estão abertos ao diálogo, o que, aliás, já está ocorrendo tendo o PSB do outro lado da mesa.

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E é aí que entra o terceiro personagem. O ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda abriu conversas com o MDB e, por isso, teve momentos tensos com o deputado Júlio Delgado. O parlamentar juiz-forano admite coligações, mas não com o MDB. Por isso, está disposto a levar o impasse para a direção nacional. O desfecho tem que ser rápido, pois os prazos estão correndo. Aliados de Marcio acham a posição do parlamentar um descalabro, pois estaria apenas pensando no mandato embora esteja em curso uma possibilidade de uma terceira via com viabilidade eleitoral. O deputado, por sua vez, argumenta que nesse possível casamento somente o MDB teria vantagens, e mais ninguém. A semana promete.

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