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OLHAR NO FUTURO

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Os investimentos da ordem de R$ 3 milhões anunciados pela BR Distribuidora no Aeroporto Regional da Zona da Mata, para ampliação da capacidade de abastecimento, são um sólido indicativo de que ele está nos planos, não apenas de outras companhias, mas também com a perspectiva de ser um terminal industrial, como, aliás, vem sendo discutido já há algum tempo. Localizado em uma área estratégica da Zona da Mata e perto dos grandes centros como Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte, tem todas as condições de ampliar a sua vocação. Quando, ainda no final de 2001, anunciou a construção, o então governador Itamar Franco chamava a atenção para o futuro, a despeito das críticas iniciais que recebeu.

O próximo passo, então, é cobrar do Governo estadual duas demandas que, embora anunciadas, ainda não estão em execução. A primeira é a conclusão dos trabalhados de remoção dos 50% restantes de um morro em uma das cabeceiras da pista, a fim de facilitar pouso e decolagem de aeronaves de grande porte e de transporte industrial; a outra é a duplicação da estrada, ligando o aeroporto à BR-040, já em Juiz de Fora. A atual pista da MG-353 não carece apenas de recapeamento – que seria o menor de seus problemas -, mas também de duplicação de pista e de ligação com a estrada federal. As pendências ambientais teriam sido resolvidas, de acordo com informações do próprio Governo.

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Quando se despedia do cargo de governador e defendia a candidatura de Aécio Neves para a sua sucessão, em evento na Associação Comercial, Itamar fez apenas dois pedidos, acatados na hora pelo candidato: conclusão do aeroporto e do centro de convenções. Aécio cumpriu a palavra, mas os dois investimentos carecem de ações permanentes, tal o seu caráter estratégico. O aeroporto é moeda de troca para o projeto de Juiz de Fora ser uma das subsedes da Copa do Mundo de 2014, e o Expominas, um espaço a ser otimizado. O número de eventos está aquém das expectativas, mesmo com um mercado saturado nos demais grandes e médios centros.

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