A uma semana da eleição, o jogo bruto se acentua, sobretudo nos estados nos quais os interesses se manifestam com maior ênfase. O vice-presidente da República, Michel Temer, condenou uma vistoria feita pela Polícia Federal no carro de campanha do candidato Edson Lobão Filho (PMDB-MA), advertindo ser uma ação deliberada contra o senador. “Foi um ato de intimidação”, observou. O adversário de Lobão Flávio Dino (PCdoB) também tem suas queixas, lembrando ter sido parado numa blitz além de ser alvo de acusações de toda sorte. Ele é adversário histórico da família Sarney, especialmente da governadora Roseana, que decidiu não tentar a reeleição.
Trata-se apenas da face de um problema que se registra em outras regiões, sobretudo naquelas em que os caciques tentam se manter no poder. Nesse tudo ou nada, o eleitor tem sido induzido a comprar gato por lebre, o que, aliás, também já ocorreu em outros pleitos. Embora os holofotes se concentrem na disputa para a Presidência, nos estados, o clima é bem mais tenso, só perdendo quando se trata de eleição municipal. Tudo por conta do jogo de poder.
A Justiça Eleitoral tem aperfeiçoado seus mecanismos de fiscalização, mas ainda há brechas, inclusive na legislação, que dão margem para esse cenário. Alguns políticos tentam se manter em seus postos a despeito de interdições, como foi o caso do candidato José Roberto Arruda (PR), do Distrito Federal. Impedido pela Lei da Ficha Limpa, não titubeou em indicar a mulher Flávia Peres para ser vice do aliado Jofran Frejat. Com a palavra, o eleitor.
