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VELHOS VÍCIOS

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Local da Copa do Mundo de 2014 e sede dos Jogos Olímpicos de 2016, a cidade do Rio de Janeiro vive uma situação inusitada: está sem um estádio para grandes eventos. Enquanto o Maracanã está em obras, ficando liberado só para a Copa das Confederações, o Engenhão, construído para os Jogos Pan-americanos de 2007 – portanto, um estádio novo -, foi interditado pelo prefeito Eduardo Paes, por causa de ferrugem na sua estrutura. Com base no pior dos cenários, ele preferiu fechar o estádio por tempo indeterminado. Fez bem, mas expôs outra questão que marca grandes construções no país: a má qualidade do serviço, normalmente feito às pressas.

O estádio, além do futebol, é também a principal arena de atletismo, o que agrava ainda mais a situação. O velódromo foi demolido, e o ginásio de natação, Júlio Delamare, está sob risco. Outros estádios também estão sendo construídos para a Copa do Mundo, e só o tempo dirá se, de fato, estão seguros.

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A combinação do atraso para começar e a pressa para terminar provoca situações como essa. O país, desde 2004, sabe que seria sede da Copa do Mundo de 2014, mas só agora os estádios estão sendo concluídos, e alguns deles não têm data para ficar prontos, como o Itaquerão, em São Paulo, programado para receber a primeira partida. O dinheiro acabou, numa clara prova de falta de planejamento. Juiz de Fora conhece esse filme com o ginásio poliesportivo. Fora do esporte o cenário é o mesmo. Boa parte das obras começa sem previsão para acabar, e no meio do caminho muda-se o processo por conta de recursos. Como resultado, os muitos esqueletos vistos pelo país afora.

Como a pressa sempre contraria a perfeição, a conclusão desses espaços a toque de caixa é sempre uma questão a ser avaliada. O Estádio Independência, em Belo Horizonte, está pronto, mas em diversos locais o torcedor tem a visão comprometida pelos pontos cegos. Trata-se, é fato, de um problema menor, diante da segurança, mas que atesta a máxima que marca os projetos nacionais.

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