Ícone do site Tribuna de Minas

COLÉGIO ELEITORAL

PUBLICIDADE

Juiz de Fora, de uma só vez, já teve três deputados estaduais, três federais e um senador. Em 1974, foram eleitos Amilcar Padovani, Fernando Junqueira e Sérgio Olavo Costa para a Assembleia Legislativa. Na Câmara Federal, a cidade passou a ser representada pelos deputados Sílvio Abreu Júnior, Tarcísio Delgado e Fernando Fagundes Neto. No mesmo ano, depois de deixar a Prefeitura, Itamar Franco foi eleito para o seu primeiro mandato de senador. E o Colégio Eleitoral era bem mais modesto.

Os tempos eram outros, é fato, e não havia a pulverização dos votos ante tantos partidos. Ainda sob o regime militar, o pleito ocorreu com apenas dois partidos: Arena e MDB. O que se repetira em 1978. A abertura a novas legendas ocorreria um ano depois, quando surgiu o Partido dos Trabalhadores. Nas eleições municipais de 1982, a despeito do fim do velho maniqueísmo, o PMDB ganhou o Governo com a eleição de Tarcísio Delgado.

PUBLICIDADE

Os números mostram que, mesmo com tantas legendas, é possível ampliar a representação municipal em Belo Horizonte e Brasília, mas tudo dependerá dos próprios partidos. Como as coligações proporcionais ainda devem ocorrer no ano que vem, a tendência é de divisão acentuada dos votos. Ademais, há muitos anos, a cidade perdeu a característica de reduto, abrindo suas fronteiras para nomes de outras regiões. A prova está nos números dos últimos pleitos, quando muitos políticos – alguns deles até desconhecidos – conseguiram um considerável número de votos.

Por conta de articulações envolvendo sindicatos, igrejas e outras agremiações, o voto local deixou de ser uma prioridade, dando margem ao que, em outros tempos, se chamava de político paraquedista, que só aparece em sua base no ano de eleição.

Sair da versão mobile